Renegociar a Dívida: Vontade política e Competência técnica

CorreiadeCamposDr. Correia de Campos 

Temos que «começar já a preparar a renegociação da dívida», disse o eurodeputado socialista Dr. Correia de Campos sábado passado, naquela mesma universidade de verão em que, na véspera, o Sr. Primeiro Ministro acusara o Tribunal Constitucional de lhe dar mais trabalhos nas suas negociações com o estrangeiro.

Depois daquelas palavras lúcidas e corajosas, o dirigente do PS e antigo ministro da Saúde, mencionou algumas concretizações dessa renegociação: mais tempo de reembolso e menos juros; moratória, congelamento ou corte de cabelo.

A fazermos fé na imprensa, o Dr. Correia de Campos alinhou dois requisitos para essa política: competência técnica e «homens de barba rija» que a conduzam. Mas a imprensa não informa se ele priorizou algum, sugerindo que duvidava da nossa capacidade em ambos.

Convém distinguir:  em primeiro lugar, é necessário ter vontade política para enfrentarmos os nossos credores; a competência técnica vem a seguir. Ninguém duvida que a renegociação da dívida é tecnicamente possível – e que não existirá se continuarmos a satisfazer o menor desejo dos nossos credores, se não tivermos vontade política para impormos  a renegociação da dívida. Aliás, o PS, o partido do Dr. Correia da Campos, ainda não manifestou vontade política de lutar pela renegociação da nossa dívida.

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