Grandes Infraestruturas: Por uma Metodologia Portuguesa

GrandesInfraEstruturas2014CritériosDeEscolhaO critério da racionalidade económica está excluído da metodologia de escolha do relatório do Grupo de Trabalho sobre as Infraestruturas de Grande Valor. É o que ressalta do diagrama acima, que O Economista Português conseguiu obter (o relatório continua a não estar disponível na Web). Infelizmente, não foi conduzida uma análise custo-benefício.

Os cinco critérios permitirão hierarquizar aqueles investimentos, ainda que eles sejam prejudiciais para a economia portuguesa. Prejudiciais é, por exemplo, terem custos de exploração superiores ao valor acrescentado por eles gerado.

Os avaliadores partiram do princípio que qualquer investimento nos transportes era bom para Portugal. Infelizmente, não é assim. Os decisores deviam lembrar-se do que Fontes Pereira de Melo, o grande impulsionador da construção de linhas férreas, disse ao Parlçamento num momento de crise financeira: «Se fosse possível aprovar uma lei obrigando os portugueses a andarem de combóio, a crise seria resolvida». A maior parte das linhas férreas dava prejuízo, o que era uma das causas da crise financeira do Estado. O que não mudou de ontem para hoje.

Temos que definir uma metodologia portuguesa para escolher investimentos e não partirmos do princípio que a lógica dos fornecedores de equipamentos justifica todo e qualquer investimento. Só definiremos essa metodologia se formos capazes de alcançar independência de espírito em relação a Bruxelas e aos nossos credores.

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