O Estado português conhece as Contas da Comissão Europeia sobre a nossa Divida Pública?

DurãoBarrosoAPensarDr. Barroso, quando tiver um momentinho, envie sff as contas da nossa sustentatibilidade financeira

Ontem à tarde a agência Bloomberg  informou  que o ministério das Finanças da Alemanha  distribuiu aos deputados daquele país um documento da Comissão de Bruxelas informando que o nosso país  tem de continuar com a consolidação orçamental e com as reformas estruturais quando terminar o programa da troika. «A Comissão Europeia considera ainda que o rácio de dívida pública face ao  PIB está num nível elevado mas sustentável desde que os esforços em termos de reformas continuem após o fim do resgate», afirma a imprensa.

O Economista Português

  • Agradece à ex-República Federal Alemã e à sócia ex-República Democrática Alemã, por intermédio do Sr. W. Schäuble, colmatarem as falhas da fiscalização democrática portuguesa sobre as posições da Comissão de Bruxelas a respeito das finanças portuguesas; o nosso Estado, se as conhece, ainda não se deu ao incómodo de no-las comunicar;
  • Interroga-se se o discurso padrão de muitos dos nossos políticos há cerca de um mês «temos que poupar depois da troika» foi da cabeça deles ou é o resumo de um documento da Comissão Europeia sobre o nosso futuro financeiro, documento por enquanto secreto;
  • Pede à Comissão de Bruxelas que divulgue as contas com base nas quais nos assegura a sustentatibilidade dos empréstimos públicos que temos vindo a contrair e que aumentam a dívida. Porque as contas que O Economista Português conhece revelam que esses empréstimos são presumivelmente ruinosos.  Certas ou erradas, essas contas da Comissão constituem-nos em «moral hazard» (são um mau conselho, em português corrente), que segundo a doutrina dominante além Reno nos evitará a responsabilidade moral de pagarmos o que é impagável. Por isso, é divertido sabermos que o Bundestag fica bem disposto ao ler tal prosa da Comissão.
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