Silva Lopes defende Discriminação positiva para a Produção de Bens transacionáveis e critica a atual política financeira

Estádio de LeiriaO estádio de Leiria não deve ser destruído mas conservado como monumento à «estupidez nacional», disse ontem o economista José da Silva Lopes

Silva Lopes afirmou ontem nas jornadas parlamentares do PS:

  • A «saída limpa» pode ser um desastre, por pagarmos juros dois pontos percentuais acima da Irlanda:
  • As projeções da nossa dívida pública são «medonhas»  e por isso ela é insustentável;
  • A reestruturação da dívida é inevitável mas deve ser planeada em segredo para não agravar a situação dos mercados face ao nosso país;
  • A redução do défice orçamental deve ser mais lenta;
  • A descida dos impostos é uma «irresponsabilidade total», pois os seus proponentes não dizem que terão que cortar outro tanto na despesa pública; por isso ficou «desiludido» quando o PS apoiou a baixa do IRC;
  • «O sector não transaccionável faz o que lhe apetece. A EDP  por exemplo, sente-se no direito de aumentar os preços mesmo quando o consumo cai. Mas que raio de economia é esta»; o leitor tem por certo presente que, quando a procura desce, o preço desce em mercados concorrenciais; os produtores portugueses de bens não transacionáveis navegam numa situação de preços de monopólio (ou de oligopólio) não fiscalizada por uma verdadeira autoridade da concorrência;
  • Declarou-se pessimista quanto à possibilidade de fiscalizarmos os grupos de interesses, mesmo com um governo socialista;
  • Defendeu discriminação positiva dirigidas ao sector de bens transaccionáveis;

Silva Lopes defendeu ainda a remodelação do sistema de pensões e criticou a política de dívida pública no governo do Engº Sócrates, cujo caráter errado simbolizou com o estádio de Leiria, um recinto desportivo cuja única utilidade foi figurar num campeonato internacional de futebol..

O Economista Português aplaude estas declarações.

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