As Poupanças Imaginárias do Sr. Primeiro Ministro

PolíciaJudiciáriaNovoEdifícioNovo edifício sede da Polícia Judiciária, pelo menos o segundo melhor do mundo no seu género, segundo responsáveis daquela polícia

O Dr Passos Coelho  inaugurou ontem o novo edifício sede da Polícia Judiciária (PJ). O diretor da PJ declarou que o Primeiro Ministro lhe tinha prometido reforço de verba, com as poupanças das rendas. O Dr. Passos Coelho confirmou.

Quais poupanças? A PJ pagava cerca de 2,4 milhões de euros anuais pelos edifícios que arrendara e que agora dispensa; seria esta a principal poupança. Haverá poupança? O novo edificio da PJ custou 95,2 milhões de euros, incluindo o terreno. Ora, se para construir o edifício o Estado financiou-se a 4%, uma taxa baixa, gasta cada ano em juros 3,8 milhões de euros – uma despesa que é uma vez e meia superior à suposta poupança.

O leitor dirá: se o Estado se financiou com impostos, não paga juros. Não, mas mantém-se o argumento do parágrafo anterior.  Se o Estado tem livres 3,8 milhões de euros, investe-os, recolhe os rendimentos desse investimento e redistribui-os aos cidadãos. É este o princípio dos fundos soberanos.

O Estado esbanja dinheiro e julga que poupa. A pouparmos assim, não vamos lá.

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