A Srª Merkel autorizou-nos o Dr. Seguro se ele lhe pagar a Dívida >>> E se não pagar?

Merkel furiosaApós o seu encontro com o o Primeiro Ministro português, a chancelarina Merkel foi ontem interrogada em Berlim sobre o desacordo de política orçamental entre o PSD e o PS; retorquiu «não ter dúvidas» que os socialistas respeitam «enquadramento orçamental acordado na Europa, não obstante poderem existir diferenças».

Esta resposta significa em termos gerais que a chefe do governo alemão recusou os serviços de exclusivo cobrador de fraque, para os quais há dias se ofereceu o Dr. Paulo Rangel, pois sabe ter complicados créditos a cobrar em Portugal e para o efeito precisa do PS.

Que significa aquele resposta no capítulo da nossa austeridade? O Tratado Orçamental obriga a reduzir  a dívida pública para 60% do PIB ao ritmo de cinco pontos percentuais por ano para a diferença entre aquele limite máximo e a dívida atual. No nosso caso, teríamos que diminuir a dívida em cerca de 4% do PIB por ano. Este valor deveria acrescer à atual austeridade, e a outras encomendas que vêm a caminho, como a dívida dos particulares, o que o torna impraticável. Uma política orçamental, que não seja mais restritiva do que a atual, violará esse défice, por lindas que sejam as previsões em que assente, e não pagará a nossa dívida como a Alemanha quer. O PS é portanto suspeito de pisar a linha vermelha da Srª Merkel.

A resposta da Srª Merkel, porém, não informa sobre o que será a sua ação se o PS tomar liberdades com o Tratado Orçamental: Berlim vetará o governo socialista? O caso fica omisso mas o veto parece  provável. O Economista Português aguarda os esclarecimentos de Berlim e do PS.

O Economista Português permite-se uma segunda anotação à extraordinária «cimeira« de ontem: o Dr. Passos Coelho voltou com uma mão cheia de nada e a outra recheada de ar de Berlim (vagas promessas de apoio ao emprego). Os ganhos do encontro terão sido superiores ao preço da gasolina do Falcon?

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