A Imigração para a União Europeia é económica e é reprimida como se fosse política

Imigrantes por milhão de habitantes na União Europeia + Suíça e PIB por habitante

UEPedidosdeAsilporhabePibporhabitanteFontes – PIB por habitante em paridades de poder de comprra: The CiaFactbook;  http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/3-24032014-AP/EN/3-24032014-AP-EN.PDF; Notas –  Sobre os países representados no gráfico, ver texto.

Quanto mais aumenta o PIB por habitante, mais cresce o número de imigrantes que procuram cada Estado-membro da União Europeia (UE). É o que mostra o gráfico acima. Esses imigrantes provêm de países com um rendimento individual inferior, em certos casos muito inferior, à média da UE. Os imigrantes preferem os Estados membros de maior riqueza individual. É este o principal argumento para afirmar  a tese da natureza económica da imigração para a UE.

A correlação é forte entre o número de imigrantes por milhão de habitante e o PIB por habitante em paridades de poder de compra (PPS, uma medida que avalia o poder de compra real, descontando os efeitos monetários). O coeficiente de correlação linear entre aquelas duas variáveis é de 0,8, para um máximo de 1. Quando correlacionamos todos os Estados-membros, esse coeficiente baixa para menos de 0,4 e torna-se insignificante, pois tratamos de igual modo países diversos em riqueza e situação geográfica. Por isso, excluímos os que caíam numa das seguintes variáveis:  estarem na linha da frente da imigração mediterrânica, pois os imigrantes têm que passar por eles (Hungria, Bulgária, Chipre, Malta); estarem demasiado afastados dessas fontes migratórias mediterrânicas, sendo por isso menos provável que elas os atinjam (Irlanda, Suécia), e serem cidades-Estado, pois o seu elevado nível de vida distorce a análise e não tem correspondência demográfica  (Luxemburgo, Liechtenstein). Com estas exclusões, o gráfico mostra todos os Estados membros da União Europeia, mais a Suíça.

A UE designa os imigrantes como «asilados», uma palavra que reforça a dimensão política do fenómeno migratório, e que leva à adoção da atual política imigratória predominantemente repressiva. Ao qualificar a imigração como política, a UE desinteressa-se automaticamente do destino económico dos países de origem da sua imigração, e não se importa de os condenar a uma pobreza sem esperança. Assim aumentamos a principal ameaça à nossa segurança e ao nosso bem-estar.

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