Três Perguntas ao Encontro de Primavera do FMI

CristineLagardEMárioDraghiLagarde tenta seduzir Draghi para evitar a deflação

O encontro da Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), a decorrer em Nova Iorque, suscita três grandes perguntas.

  1. O otimismo do FMI  é justificado? «Recuperação  mais forte mas desigual» é o título do World Economic Outlook, que é a base previsional desse encontro. O otimismo do FMI excede porém a prudência daquele título, pois  aumenta a previsão de crescimento do PIB mundial no corrente ano de 3% para 3,6%. Notícias recentes sobre a desaceleração do comércio externo da China levam a supor serem exagerados os 7,5% de crescimento do PIB que o FMI lhe atribui. Para mais analistas sérios começam a detetar uma nova bolha nas bolsas europeias e dos EUA,E a crise na Ucrânia ameaça desfazer de um dia para o outro não só a paz europeia mas as expetativas económicas otimistas.
  2.  Reforçar-se-á o governo económico mundial? Estas reuniões, com o G20, são o cerne da governação económica do planeta. Haverá avanço neste domínio? A maioria continua a querer estimular a economia, mas os obcecados da dívida, dominantes na UE, opõem-se, embora cada vez com menos firmeza. Nos últimos dias surgiu o neologismo «lowflation» para significar os receios de deflação.
  3. A UE será perturbada pelos ataques vindos do resto do Mundo? Com o apoio dos Estados Unidos, a UE continua a ser o maior utilizador dos recursos do FMI. Agora são os empréstimos à Ucrânia.  O resto do mundo ataca o grupo dos ricos que lá vai buscar recursos que poderiam ser aplicados nas economias mais pobres – e que delas não precisam por nos últimos anos terem mantido um crescimento vigoroso.
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