A Deflação continua em Portugal

O índice harmonizado de preços do consumidor do INE, relativo a abril, mostra uma baixa (-0,1%), ainda que menos acentuada do que em março (–0,4%). A deflação continua mas abranda. Quando os preços baixam, os compradores adiam as suas compras, pois supõem que comprarão ainda mais barato no futuro – adiamento esse que conduz à estagnação económica. O gráfico seguinte, referente a março,  mostra que a deflação (= baixa dos preços) é maior nos países da periferia e em crise económica. As exceções são os Países Baixos e a Eslovénia.

IPC2014AbriPortugaleaUEFonte: http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=211221765&DESTAQUESmodo=2

A baixa de preço deves-se à alta do Euro e à diminuição da procura  de certos bens de consumo: bens alimentares e bebidas não alcoólicas, bens culturais. O aumento do preço dos automóveis, estimulado pelo aumento da procura, sugere que estamos a voltar aos tão lamentados tempos do governo do Engº Sócrates, com o consumo a ser estimulado pelo crédito externo aos privados.

O governador do Banco Central Europeu (BCE), Sr. Mario Draghi, sugeriu que no próximo mês aumenará o crédito à economia, pois os preços ao consumidor aa União europeia crescem 0,5%, abaixo do valor previsto (2%). O que também prejudica a Alemanha. Contudo, o aumento do crédito do BCE beneficiar-nos, pelo menos porque fará baixar a taxa de câmbio do Euro. Mas não é certo que chegue aos produtores portugueses.

 

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