PIB da Eurozona: Deslocação da Coligação alemã

UEPib2014T1Fonte: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/2-15052014-AP/EN/2-15052014-AP-EN.PDF

O Eurostat publicou ontem os dados sobre a variação do PIB no primeiro trinestre do ano corrente. O panorama é de estagnação: o PIB da Eurozona cresceu 0,9% em relação ao ano anterior (variação dita homóloga) e cresceu 0,2% em cadeia (variação sobre o trimeste anterior).

A economia portuguesa cresceu 1,2% em relação ao ano anterior, o que o governo considerou uma prova do triunfo da sua política,  e decresceu 0,7%, comparado com o trimestre anterior, o que as oposições consideraram prova da derrota da política do governo.

Os dados em cadeia desagregados por países mostram que o PIB decresce em todos os países periféricos para os quais há dados, exceto a Espanha, mas são apanhados nesta onda depressiva alguns países credores: (Holanda, Finlândia). A França não conheceu variação do seu PIB. A maioria dos países credores conheceu taxas de crescimento anémicas mas positivas. Contudo, a política austeritária deixou de ser remédio santo para as economias dos países credores. O gráfico acima mostra esta divergência. Talvez por causa dela, Berlim parece sentir crescente dificuldade em impor uma política austeritária.

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