Emprego na União Europeia: Portugal é quem mais perdeu

UEemprego2002a2013PortugaklEAlemanhaFonte: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/3-19052014-BP/EN/3-19052014-BP-EN.PDF

Portugal foi o país da União Europeia cuja taxa de emprego mais diminuíu de 2002 a 2013 e a Alemanha aquele em que mais aumentou. 2008, o ano da crise do Lehman Brothers, é o momento de inversão das posições: em 2002 Portugal estava à frente da Alemanha e em 2009 passou  para trás.

Contudo, a diminuição da taxa de emprego portuguesa começa logo em 2003 e prolonga-se até à crise; a crise acentuou esta tendência mas não a criou. A taxa de emprego é a proporção de uma dada população com emprego remunerado.

Os nossos credores tentam convencer-nos que a culpa da quebra do emprego é apenas nossa. O post seguinte mostra que não é assim: os países com crise da «dívida soberana» do Euro ou não criaram emprego ou diminuíram-no. Portugal foi a regra e não a exceção.

Neste ano de eleições europeias, vale a pena pensar  se as atuais regras da UE são imparciais entre o norte e o sul, entre os credores e os devedores. Se não forem, qual será o efeito a médio e longo prazo dessa falta de imparcialidade? Ora parece que não são.

Entre as regras da UE mais prejudiciais para a nossa economia, avultam:

  • Taxa de câmbio do Euro anormalmente alta (que ipede o recurso normal ao crédito para o setor produtivo),
  • Reduzidissima subsidiação das zonas devedoras pelas credoras,
  • Fortes restrições à liberdade de circulação dos trabalhadores,
  • Segmentação dos mercados financeiros.
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