Emprego na União Europeia: Um Fracasso assimétrico

UE20013e2002VariaçãoTaxadeEmrpegoFonte: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/3-19052014-BP/EN/3-19052014-BP-EN.PDF

A União Europeia (UE) tem falhado o objetivo emprego: a população empregada em 2013 era 68,3% do total dos 20 aos 64 anos e a meta para 2020 é 75%.  O emprego médio na UE cresceu desde 2002 à crise de 2008 e desde então tem decrescido, o que torna inverosímil  que aquela meta seja alcançada. O falhanço da UE para criar emprego é porém assimétrico, em termos de Estados-membros.

Comparamos a seguir a variação da taxa de emprego dos países da UE consoante são ou não da Eurozona. Em ambos estes grupos, a proporção de países em que cresce a taxa de emprego é sensivelmente idêntica e ronda oos 70%.  Quando examinamos a variação nacional no interior da Eurozona, verificamos que o crescimento só é significativo nos países ricos. Os países com problemas financeiros têm taxas de crescimento baixas, como a Itália e a Grécia, ou conhecem descréscimos, de que o mais profundo é o português; na quebra do emprego, estamos acompanhados pela Eslovénia, Espanha, Irlanda e Chipre

Os ideólogos de Berlim e Bruxelas dirão que a UE destruíu emprego em Portugal porque não procedemos a reformas de estrutura – mas o facto de a taxa de câmbio do Euro ser alta  tem por certo um alto valor explicativo da destruição de emprego  nas economias com uma produtividade do trabalho inferior à pressuposta por essa taxa de câmbio.

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