Eleições Europeias: Aliado alemão do PP+PSD propõe-se expulsar Imigrantes portugueses & & & Uma Faena nacionalista do Sr. Sarkozy (francês)

Schäuble

A CSU, o aliado bávaro da CDU alemã, e do PP+PSD português nas eleições europeias do próximo domingo, apresentou uma proposta de lei para expulsar os imigrantes dos Estados-membros da União Europeia (UE), desde que estejam desempregados de três a seis meses. O Sr. Wolfgang Schäuble, na foto acima, representa a CSU no governo alemão.

A ser aprovada esta proposta, os imigrantes portugueses serão submetidos a um regime mais desfavorável do que os imigrantes extracomunitários ilegais, que desfrutam de cama, mesa e roupa lavada gratuitas em campos de alojamento, nas saudáveis regiões montanhosas da Alemanha.

O secretário de Estado das Comunidades,  Sr.José Cesário, declarou à Lusa sobre o assunto: «esperamos que a evolução e as decisões que venham a ser tomadas não penalizem excessivamente os portugueses» (sublinhados nossos).

Depois de ser conhecida a notícia,  o Dr. Paulo Rangel, cabeça da lista portuguesa aliada da CSU, sempre preocupado com a defesa dos interesses portugueses, não encontrou melhor do que declarar:  «Marcelo está connosco, Soares é que não está com PS».

Ontem também, o Sr. Nicolau Sarkozy, um dos responsáveis da crise da Eurzona com o petit nom  Merkozy, propôs uma reforma da União europeia (UE)  segundo quatro eixos:

> Criação de uma zona económica franco-alemã (para desfazer a ideia do mercado único),

>> Abolição do acordo de Schengen (para reduzir a liberdade de circulação de trabalhadores),

>>> Uma Eurozona mais integrada na qual a França, a Itália e a Alemanha terão mais direitos do que os outros membros (para desfazer o mito que a UE é uma união democrática de Estados soberanos);

>>>> Supressão de várias competências comunitárias e sua devolução aos Estados (para diminuir ainda mais a dimensão federal da UE).

O programa do Sr. Sarkozy é financeiramente inepto, pois não compreende que a França está a ser estrangulada pela política monetária e cambial que a Alemanha impõe à União Europeia – e pretende resolver os problemas com mais nacionalismos.

Com europeístas do modelo tardo-nacionalista Schäuble-Sarkozy, terá sentido as classes dirigentes europeias declararem que receiam o «populismo» da Srª Le Pen, do Ukip, do M5Stelle?

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