A Campanha negra contra o BES

BESSedeRicardo Salgado  evitou que o BES pedisse dinheiro ao leitor  pagante de IRS, IVA & Etc para sobreviver à crise da «dívida soberana», transformou-o no primeiro banco privado português e conseguiu há dias concretizar um aumento de capital de mil milhões de euros. Devia ser premiado –  mas é apresentado como um derrotado, forçado a sair da presidência executiva daquele banco pelo governador do Banco de Portugal (BdP), por razões que nem Deus saberia, e o próprio BES é comparado com… o BPN para justificar mais intervenção do BdP.

É o que afirma aquela parte da imprensa e das televisões que tenciona enriquecer com a baixa da cotação das ações do BES.  Sexta-feira passada um comentador económico residente de uma televisão de sinal aberto sentenciava que, para resolver a crise, os Espírito Santos deviam… vender as suas ações do BES.  Só não disse o preço e o comprador. A criatura, que obviamente ignora o que é uma sociedade anónima,  desdobrou-se depois nos cómicos balbuceios indispensáveis para explicar maldade de Ricardo Salgado e a bondade do banco dele, o BES.

Para os acusadores, as maldades de Ricardo Salgado parecem consistir na crise económica do Grupo Espírito Santo (GES), o setor não bancário.  Mas porque seria ele culpado pelas ações de terceiros? Por serem seus primos? «Se não foste tu, foi o teu pai», diz o lobo ao cordeiro, na fábula de La Fontaine. E não terão os acusadores reparado que a economia portuguesa atravessa uma crise, em particular o imobiliario, e por isso o GES terá também que sofrer?

Claro que tudo isto destila um mar de insinuações sobre as maldades dos ricos em geral e dos Espírito Santo em particular.  Mas  o mês passado Ricardo Salgado declarou que não era objeto de nenhum provcesso e não há razão para acreditarmos que neste particular a situação tenha sido alterada.

Aquelas acusações são absurdas. Com efeito:

  • Ricardo Salgado representa o maior grupo acionista do BES e, como Portugal ainda não é um país comunista, não parece que no âmbito da supervisão financeira o governador do Banco de Portugal disponha dos poderes para tanto necessários;
  • O BES é um banco que reúne a confiança dos mercados nacional e sobretudo internacional, o que ressaltou do seu recente aumento de capital.

Aquelas acusações são absurdas pois resultam de uma campanha negra contra o BES e o seu núcleo dirigente, que aliás tem coincidido com os acionistas mais fortes. A campanha negra é tão mal contada que a ignorância assim auto-revelada identifica os seus autores como agentes de atores financeiros embuçados.  O Economista Português aguarda com curiosidade os desenvolvimentos deste caso, que serão muitos,  inesperados e por certo rápidos.

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2 responses to “A Campanha negra contra o BES

  1. Carlos correia

    Não se preocupem o BES está BLINDADO……..
    Lá vamos cantando e rindo…..

  2. O Economista Português agradece o conselho para não se preocupar com o BES mas tem-no por desnecessário, pois preocupou-se em dar uma caixa (ninguém escrevera ainda sobre a campanha negra contra aquele banco) e em manter padrões aceitáveis de civismo. O Economista Português aproveita para informar o leitor que os estatutos do BES abaram de ser desblindados e por isso, na medida em que ele nos aconselhava a não nos preocuparmos devido a essa blindagem, talvez ganhe em reconsiderar tal opinião.