Para diminuir o Desemprego, preenchamos os Lugares vagos

Postos de Trabalho VagoFonte: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/3-17062014-BP/EN/3-17062014-BP-EN.PDF

Na União Europeia a 28, os postos de trabalho vagos são mais numerosos nos países credores do que nos devedores (por simplicidade,  no gráfico acima deixámos ficar do lado dos credores dois Estados membros que não são credores e simetricamente o mesmo sucede em relação aos devedores: a Finlândia tem o lugar trocado). Proporcionalmete, Portugal é o quarto país da UE28 com menos vagas por preencher.

O extraordinário é a proporção de postos de trabalho na UE28 para os quais o patrão não consegue contratar ninguém.

O Economista Português pergunta em relação a estes postos de trabalho vagos:

  • A Alemanha, o Reino Unido, a Bélgica, a Suécia, a Áustria não contratam portugueses porquê? Quem diz portugueses diz espanhóis ou gregos.
  • Que esforço fizemos nós para conseguirmos reduzir os 0,6% de postos de trabalho vagos em Portugal? Não seria possível  que os serviços dde emprego melhorassem a sua eficácia e neles colocassem desempregados ou recipiendários do subsídio de desemprego?  O leitor talvez ache pouco os 0,6%. Mas não é: referir-se-á a uns 275 mil postos de trabalho assalariado à procura de alguém que queira e possa ser assalariado. Este número aumentou no primeiro trimestre de 2014; no ano passado, andou pelos 180 mil. Qual a causa desta crise? Será o subsídio de desemprego que afasta os desempregados destes postos? Será a falta de formação profissional? Será a escassez de dinamismo de empresários, pouco afeitos a valorizarem a mão de obra? Seriam preenchidos mais lugares vagos se déssemos um prémios de produtividade aos funcionários dos serviços de emprego? E o governo agiu? O Dr. Passos Coelho proferiu ontem um discurso de propaganda em que alijou para os empresários a responsabilidade exclusiva do desemprego no nosso país e falou como se ele próprio, para tão enfadonho peditório, já tivesse dado  a esmola que lhe competia. Será que Dr. Passos Coelho tomou a menor iniciativa para preencher os 275 mil lugares vagos?

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Se o leitor estiver interessado em apreciar a irresponsabilidade do Sr. Primeiro Ministro em matéria de emprego e desemprego, queira ir a

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/passos-pede-iniciativas-contra-desemprego-insuportavelmente-elevado

4 responses to “Para diminuir o Desemprego, preenchamos os Lugares vagos

  1. Armando Nova

    Desculpe, mas fazendo as contas parece-me antes serem cerca de 30.000, o que não me parece já tão significativo. Haverá ainda que ver se estamos perante um desfasamento de qualificações, um desajustamento espacial ou uma oferta de condições abaixo do aceitável (não li o artigo original).

  2. O Economista Português agradece o comentário; tem porém alguma reserva quanto às invocadas «contas». Se os postos livres são apenas 30 mil, então a população assalariada portuguesa não ultrapassa as 500 mil pessoas. Ora as estatísticas oficiais indicam que, apesar dos esforços do governo para promover a emigração, a nossa população ativa assalariada anda ainda pelos 4,5 milhões de pessoas. Donde o valor que O Economista Português sugeriu e mantém.
    O «desajustamento espacial» lembra uma reportagem de uma televisão de sinal aberto, quando começou a crise de 1968: uma moça de Arraiolos afirmava que sób aceitava emprego na rua dela. As condições «inaceitáveis» são assim definidas por quem? Por cidadãos recebendo subdísiosn sociais ou por cidadãos que infelizmente não recebem nenhum subsídio estatal ou privado? O Economista Português parte do princípio que são de boa fé as ofertas de emprego em questão.

  3. Armando Nova

    Lamento ter de voltar à carga. Reconhecendo a minha debilidade em matemática, sempre fui bom em aritmética.
    Façamos as contas em conjunto:
    População Activa: cerca de 5.000.000
    Percentagem de postos de trabalho vagos: 0,6 %
    Número de postos de trabalho vagos (NPTV):
    NPTV = (5.000.000 x 0,6) / 100 = 30.000
    Não se mortifique. Estes erros de casas decimais são muito frequentes, no mundo da comunicação social, do comentário, da política e até da gestão.
    Quando acordarmos no número poderemos continuar o diálogo a propósito da substância dos argumentos.

  4. O Economista Português agradece o comentário. Escrevendo sobre as estatísticas do Eurostat acerca de empregos assalariados oferecidos e não preenchidos, O Economista Português afirmou que haveria em Portugal «uns 275 mil postos de trabalho». Deveria ter escrito «uns 27,5 mil». Aqueles 275 mil resultaram da multiplicação de 4,6 milhões de postos de trabalho assalariados por 0,6, valor este representativo da proporção desses postos não preenchidos, e respetivo arredondamento (o valor exato seria 276 mil). Está aqui o erro: aquele valor 0,6 foi copiado mecanicamente do próprio gráfico e corresponderia a 6% quando a proporção é de 0,06%, dez vezes menos, à qual corresponderia, sob forma decimal 0,006. É a diferença que nesta operação faz um zero… à direita da vírgula. Pelo erro, O Economista Português pede desculpa aos leitores.