Administração do BES: Fiscalização prudencial ou Risco moral?

BancoDePortugalFiscalizador e fiscalizado

A imprensa noticia que dois dos mais destacados gestores do BES foram nomeados com o consentimento do regulador, o Banco de Portugal (BdP), que os aprovou de modo expresso . Só o Dr. Marco António Costa, um dos suspeitos de interesse partidário nessas nomeações, não reparou nesse pormenor e atribui a nomeação exclusivamente ao grupo acionista do BES.

Se o BdP colaborou na nomeação, é mais sócio do que fiscal. Se o BdP é sócio, será isento para fiscalizar os seus sócios? A resposta é óbvia: a gestão dita prudencial torna-se um risco moral pois o BdP é ao mesmo tempo fiscal e fiscalizado.

Não estão em causa as pessoas dos responsáveis do BdP nem as dos futuros administradores. É o método. Que, aliás, tem vindo a ser seguido nos últimos anos na nomeação de administrações bancárias, com os resultados conhecidos.

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