Dr Coelho: a OCDE fala-lhe de Bens Não Transacionáveis e o Dr. foge para a TSU…

JuroTaxasPteOutrosEUFonte: http://www.oecd.org/portugal/Portugal-Deepening-structural-reform-to-support-growth-and-competitiveness.pdf

As exportações portuguesas gozam de um desempenho notável, mas os exportadores portugueses sofrem das condições que lhes são impostas pelos mercados de bens não negociáveis, afirma o relatória da OCDE intitulado Better Policies. Valia a pena pensar se as empresas portuguesas sobreviverão a um diferencial de juros tão elevado como o que é evidenciado acima.

A OCDE recomendou também que o governo baixasse a TSU e impostos sobre o trabalho e para comprensar aumentasse o IVA a – mas o Sr. Primeiro Ministro só ouviu «baixar inpostos» e, como um náufrago, foi a esta tábua de salvação que se agarrou para fugir aos nossos problemas reais: nem ouviu que a OCDE lhe diz para diminuir o poder de mercado das empresas produtoras de bens não transacionáveis (hipermercados do Sr. Soares dos Santos e de outros contribuintes holandes, EDP Portugal, GALP Portugal, banca a retalho, seguros,  etc, etc). É a tática habitual do Dr. Coelho: transforma num travesti os argumentos dos outros e rebate-os num ápice.  Já ontem o vimos neste exercício.

A OCDE  elogia a «adaptação» portuguesa e felicita-nos por termos diminuidfo a desigualdade de rendimentos durante a crise – o que se deve ao governo do Dr. Passos Coelho e por isso ele deve ser elogiado.

A OCDE elogia o desempenho da nossa balança comercial – mas não se interroga se ele é sustentável quando a procura deixar de ser reprimida. Ou isso nunca acontecerá? Ou a OCDE não pensa nisso por considerar que a procura interna diminuirá todos os anos até 2035? Com efeito, no «copy paste» da OCDE, falta o capítulo sobre a «sustentabilidade da dívida».

>>> O documento da OCDE está acessível no endereço indicado na fonte do gráfico acima.

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