Rioforte: a PT será a 1ª Vítima Colateral do Caso BES?

EspíritoSantoSagaFTO Financial Times de hoje está pessimista com o caso BES  – «acabará mal» – mas o grupo dirigente português continua otimista como sempre e grita que não gastará o dinheiro do contribuinte.

Cai hoje o prazo para a Rioforte, uma empresa do grupo GES no Brasil, amortizar o seu papel comercial. Se não amortizar, a PT ficará a arder. Veremos o que acontecerá. A imprensa anuncia que o Espírito Santo Internacional e a Rioforte pedirão proteção contra credores – e não pagarão, ou não pagarão tudo. Logo veremos. Certo é que o governo e os seus conselheiros, que não previram o caso e o precipitaram, revelam-se incapazes de agir para defender os interesses nacionais, isto é, os interesses dos contribuintes. Para nosso consolo, acrescentemos que a Oposição também não tem uma ideia sobre o assunto: o Dr Costa garantiu salários e falou da crise da segurança social, não demos conta de menor preocupação do Dr. Seguro, o PCP e o Bloco não aparecram por falta de material de protesto, presume-se. A gritaria do «poupamos o dinheiro do contribuinte» serve apenas para esconder a falta de vontade de resolver o caso e gastar mais dinheiro do contribuinte, quando começarem a estalar as castanhas da crise BES, espoletada aliás pelo governo e pelo Banco de Portugal, o chamado regulador.

Entretanto, e só para o leitor ter uma ideia, os valores de prejuízos potenciais  – que potencialmente podem cair em cima do contribuinte –   são superiores, ou podem ser superiores, ao custo da austeridade que nos foi imposta pela troika.

A Crise Bancária da Noruega nos Anos 1980 Explicada

A Drª Margarida Ponte Ferreira, uma reputada economista internacional, explica como a Noruguesa resolveua sua crise bancária dos anos 1980 sem sobrecarregar o contribuinte. Para ler, role sff até ao post Caso BES/PT: Os perús votam o Natal, ontem publicado.

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