Eurozona: Durão Barroso ameaça Portugueses discordantes > > > A Bertelsmann desmente-o

BertelsmanBinnenmarketGanhosPorPaísGráficoFonte: Fundação Bertelsmann (ver referência no final)

O Sr. Presidente da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso, afirmou ontem, na assinatura da outorga os subsídios da União Europeia (UE) ao nosso país, no valor de 26 biliões (mil milhões) de euros, que se trata de «uma pipa de massa» e intimou  que «se calem-se todos os que dizem que a UE não é solidária». A luzida cerimónia está visualmente documentada no post seguinte.

O Economista Português não aceita a intimidação operada pelo Dr. Durão Barroso e de momento prefere não a comentar mais. O Dr. Durão Barroso revela uma perturbação na defesa da UE que só tem uma explicação: as teses da Srª Merkel são indefensáveis e  a opinião pública vai-se apercebendo que as atuais regras vigentes na UE prejudicam a nossa economia. O Dr. Barroso percebe isso (esperemos pela próxima sondagem) e passa do argumento à ameaça.

A exclamação da «pipa» Sr Presidente da Comissão europeia só ludibriará o cidadão que seja um analfabeto económico. Aqueles 26 biliões distribuem-se por sete anos e dependem da aprovação de projetos pela comissão bruzxelina. Mesmo que todos eles fosses gastos, o que é improvável, correspondem a cerca de 2% do nosso PIB, como O Economista Português demonstrou há dias. Se tivéssemos aderido aos Estados Unidos e tivéssemos o estatuto do Missouri (para mais a terra do Tom Sawyer), receberíamos no mínimo sete vezes mais. O que dá bem a medida da solidariedade europeia.

Saiamos do terreno do subsídio –  legítimo no caso do Portugal eurozonado – para o da concorrência económica. A fundação Bertelsmann, um prestigiado organismo científico alemão, publicou esta semana um estudo demonstrando que Portugal é o país da Eurozona que menos beneficia do «mercado único» europeu. Se é que benefica: o suposto benefício parece situar-se dentro da margem de erro estatístico. Os outros países do sul da Eurozona também beneficiaram menos do que os credores do norte – o que é evidenciado no gráfico acima. Esta correlação sugere que a responsabilidade do novo atraso português não é apenas imputável aos conhecidos erros da querida classe dirigente.

Segundo este estudo, o que as regras do mercado único nos impedem de ganhar afigura-se bem inferior à esmola,  que o «doador» Dr. Barroso, classifica de «pipa de massa», aliás condicionada ao bom comportamento do pedinte. Esmola condicionada: para a obter, os portugueses terão que agir como o drogado que promete à senhora dadivosa comprar a sandes de fiambre à frente dela.

O Economista Português resumirá e comentará um destes dias esse relatório mas abre hoje com um gráfico dele extraído, elucidativo das «vantagens» económicas que a UE nos traz;  a seguir, está o seu endereço:

http://www.bertelsmann-stiftung.de/cps/rde/xchg/SID-55D9F72A-892F5D4A/bst_engl/hs.xsl/nachrichten_121808.htm

3 responses to “Eurozona: Durão Barroso ameaça Portugueses discordantes > > > A Bertelsmann desmente-o

  1. De acordo com a pobreza da contribuição europeia para o desenvolvimento nacional.
    A comparação com o Missouri é no entanto enganosa, já que o sistema norte-americano nenhuma relação tem com o europeu na perspectiva em que, além Atlântico, os impostos são maioritariamente recolhidos pelo governo federal.

  2. O Economista Português agradece o comentário e insiste na justeza da comparação entre os Estados Unidos e a impropriamente intitulada União europeia. Com efeito, ambos são Estados do tipo federal, isto é, com dois níveis de poder soberano, o federal e o infrafederal: nos Estados Unidos chamam a este último nível «estado» e na União Europeia chamam-lhe «estadoo-membro». O amável comentador tem toda a razão ao afirmar que do lado de lá do Atlântico o escalão federal recolhe a maioria da cobrança fiscal – e é esse precisamente o argumento d’ O Economista Português: : o Estado federal Estados Unidos são mais generosos para com os seus pobres do que o Estado federal União europeia.

  3. e o pior é que a “pipa de massa” virá, independentemente de ser muita ou pouca, será entregue aos mesmos de sempre, será gasta por quem é costume, pois sabem como a sacar, nada de produtivo será feito, a pipa e o seu conteúdo desaparecerão, os mesmos de sempre ficarão com a fama de “ter vivido acima das possibilidades” e ficarão com a obrigação de pagar o conteúdo da pipa, mesmo sem nunca terem “cheirado” o seu interior.