BES: Os Espírito Santo concordaram em serem nacionalizados outra vez?

BesNovoBancoBESComunicadoBdeP2014O telefone acima indica-lhe por uma módica quantia se o seu crédito BES é bom

O BES voltou a ser nacionalizado: o Banco de Portugal e o Estado, ambos independentes um do outro, coincidiram por acaso num empréstimo público para mascarar a inexistência financeira do «fundo de regularização», o  putativo comprador do BES,  um fundo  supostamente pertencente aos bancos agindo em Portugal. O Ministério das Finanças julga que assim «salvaguarda o erário público»,  pois julga que o dito empréstimo será pago pela venda do NovoBanco e «pelo sistema bancário». Ora a venda do novo banco só pagará se gerar receitas superiroes ao empréstimo em causa e o apoio generoso da banca ou significa mais taxas obrigatórias – o que supõe que Fernando Ulrich, Nuno Amado, e outros estarão dispostos a ajudarem o Estado a saldar os erros do BES ou que eles e outros se unirão para eliminar o banco a mais. Enfim.

O Economista Português não se considera autorizado a acreditar que o Ministério das Finanças já tem comprador, a preço conveniente, pois isso significaria acreditar que  o autor da promessa violara as normas éticas da intervenção do Estado na economia – e consequentemente  tem a promessa por uma esplêndida declaração de intenções, próprio deste período de caça aos gambuzinos.

Acresce que ainda ninguém explicou quais são os créditos maus do BES antigo – e está por esclarecer se alguém os pagará ou se os pagaremos nós todos em mais desemprego e mais decréscimo do PIB. Se formos nós a pagar, não pagaremos em impostos mas em desemprego, falências, mais emigração,  etc.

Os Espírito Santo terão concordado  com a sua nova nacionalização? À primeira vista, parece que não. Vítor Bento, o responsável do Banco Bom, foi nomeado com o seu acordo.  Ora Vítor Bento tinha sido demitido na primeira vaga de intoxicação oficial sobre a salvação do BES, sexta feira passada, e foi salvo. Salvo para quem? A salvação terá resultado de uma negociação com a família exporpriada ou do poder pessoal do repesacdo? Com mais umas voltas do mundo, se o banco bom não for vendido, ou se for vendido com o acordo dos antigos acionistas do BES, hoje confiscados do que tinham de bom nesse banco, a pergunta terá resposta afirmativa. Se não, talvez a resposta venha dos tribunais. O Economista Português está longe da insensata pretensão de se metamorfosear em O Jurista Português mas nem por isso deixa de se interrogar: a senhora juiza da recuperaãao das falências do Luxemburgo  considerará que  tudo isto é a melhor forma de valorizar os ativos que tem a seu cargo?

Como é evidente, as informções dada no Blitzkieg financeiro de ontem não permtem uma apreciação pormenorizada da ação do governo. O Economista Português espera que  nos seja dada essa informação em tempo útil.

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