Arnaut: devemos ameaçar sair do Euro

AntónioArnautAntónio Arnaut

Para nos impormos aos «nossos parceiros dominantes» devemos admitir «a hipótese de sairmos do euro ou da União [europeia] de forma programada, preferencialmente com outros países vítimas da mesma agiotagem», escreve António Arnaut, no seu novo livro Romper o Cerco. Esta obra analisa «a dívida que devora alguns países», quer «barrar a tentação hegemónica da Alemanha» e propõe a Portugal encetar um «movimento de reabilitação nacional e das instituições democráticas», que venha a «concitar o apoio dos países lusófonos, revitalizando a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)».
Estas propostas lembram as teses defendidas por José Medeiros Ferreira, o chefe da diplomacia portuguesa que pediu a adesão à Comunidade Europeia, em 1977; na sua última obra Não há Mapa Cor de Rosa (2013), propôs a adaptação da estratégia europeia do nosso país  face à nova União Europeia nascida depois da queda do comunismo russo e da «abertura a leste».
A.Arnaut foi fundador do PS e do Serviço Nacional de Saúde; nasceu em Penela em 1936. Romper o Cerco será apresentado hoje às 17h30, na sala de conferências da Coimbra Editora, no Arco de Almedina, na Lusa Atenas.
O PS parece muito afastado das propostas e das preocupações de Arnaut. Queira ler o post seguinte.

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