Patentes por mil ativos: Portugal pior do que a Grécia e melhor do que a Roménia

PatentesPorMilAtivosFontes: População: http://ec,europa,eu/economy_finance/ameco/user/serie/ResultSerie,cfm.  Patentes: http://data.worldbank.org/indicator/IP.PAT.RESD?page=6

As diferentes economias nacionais, e as diferentes empresas, gastam dinheiro em Investigação&Desenvolvimento (I&D) para conseguirem registar patentes: elas estabelecem um monopólio temporário e assim aumentam os lucros.

Portugal é a oitava pior economa da União europeia em termos de números de patentes por mil ativos. Geramos apenas cerca de um quarto da média europeia de patentes por mil ativos. Além de gastarmos pouco em I&D,  cultivamos uma atitude global que despreza o efeito das patentes na vida económica. A questão da atitude é importante: ela contribui para explicar que a Alemanha registe o dobro das patentes da França,  quando a sua produtividade económica geral é  apenas um pouco maior do que a francesa.

O nosso Governo tem agido pouco neste terreno de inserir o processo de patenteamento na lógica do processo produtivo português. Sindicatos e associações patronais em regra ignoram-no também; ou melhor, salvo raras exceções, não o incorporam na lógica empresarial e negocial.

Atenção: este indicador «nº de patentes por mil atiovos» é fácil de desviar: se um Estado regista patentes com dinheiro dos impostos sabendo que essas patentes nunca originarão pagamento algum, melhora a sua posição no ranking, mas não muda a triste realidade.

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