Prestígio externo do nosso País: alterar-se-á não «significativamente» com Prisão de Sócrates, sugere Cavaco

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O Diário de Notícias escreve hoje em título: «Imagem externa do País “não se vai alterar significativamente” com caso Sócrates». Não se alterará significativamente, mas alterar-se-á não significativamente. Para pior, por certo, o que o titulo não esclarece. A ser assim, a frase coincide ao menos em parte com a posição d’ O Economista Português que, nesta segunda feira, defendia a tese dos efeitos prejudiciais daquela prisão para o nosso prestígio externo. Do texto e do contexto decorre que o «’significativamente’» é atribuído a Cavaco O texto da notícia não repetia a palavra «’significativamente’» e dava duas versões adicionais da posição do Sr. Presidente da Repúblcia sobre o assunto: «”Espero até que [o prestígio externo] não se vá alterar nada”» (um voto) e «”não me parece que vá alterar a imagem de Portugal”» (um cálculo de probabilidade). A página da Presidência da Repúblia é omissa.
O efeito da prisão de Sócrates sobre o nosso prestígio externo começa a interessar o que resta de opinião responsável. António Saraiva, presidente da Confederação Industriial Portuguesa (CIP), acha que casos como os de Sócrates ou dos vistos gold são prejudiciais. A Drª Teodora Cardoso, presidente de um putativo Conselho de Finanças Públicas, nomeada pelo Dr. Passos Coelho, lembra que não somos o único país onde estes casos se dão – para banalizar a ocorrência, mas, preferindo o senso comum à ciência social, não achou necessário analisar o prestígio desses países nem como ele foi afetado pelos escândalos financeiros que para ela são frequentes e quase diríamos normais.

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