KPMG: em 31 de janeiro alertava o BdP para a situação da ESI >>> Veja pontos fulcrais do Relatório Confidencial

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O Economista Português obteve o relatório que a KPMG  entregou ao BdP, a 31 de janeiro do corrente ano; obteve-o por estar  entristecido por a comissão parlamentar de inquérito ao caso BES ter ontem entrado na clandestinidade, quando interrogava o representante da KPMG, a empresa auditoa contratada pelo BdP (Banco de Portugal); eis o seu título: «KPMG Espírito Santo Sa Trabalho de revisão limitada de finalidades especial – Relatório sobre a fase 1 do trabalho (Relatório)». A capa está reproduzida acima.
O relatório corrige as contas do ESI, o principal holding financeiro do grupo GES. É um texto extenso, que revela uma excelente análise contabilística. Segue-se a reprodução do índice.

BesKPMG2014Jan31ÍndiceO Economista Português não reproduz nem resume esse extenso texto. Salienta apenas quatro pontos fundamentais, constantes do relatório:
• «Complexidade da estrutura do grupo» BESGES; complexidade significa opacidade;
• O «controle interno» da ESI era insuficiente;

BesKPMG2014Jan31ControleInsuficiente
• Uma das limitações declaradas pelo próprio relatório é a «ausência de informação» sobre os investimentos na Eurofin; nestes casos, ausência de informmações significa situação preocupante;
• A ESI tinha em 2013 capitais próprios negativos de 2,4 mil milhões de euros, para um passivo inferior a oito mil milhões e tinha pouco para vender; isto é: estava numa situação dramática e ou entrava dinheiro fresco ou em breve faliria.
BesKPMG2014Jan31CapitaisPrópriosNegativoPerante estes quatro factos, uma interpretação é inequívoca:  o BdP, e o seu governador, Dr. Carlos Costa, estavam prevenidos desde o 31 de janeiro e não agiram até ao fim de agosto. Foi inatividade de seis meses, dia por dia? O relatório confidencial é suficiente para que o Dr. Carlos Costa deva ser chamado de novo à comissão de inquérito, para explicar o que se passou, substituindo a anterior história da carochinha, que tanto encantou os Joões Ratões, por uma narrativa com princípio, meio e fim. Por hora, O Economista Português não interpreta – nem se atreve a supor que a comissão de inquérito se clandestinizou para nos poupar a maçada de estudar este relatório. Ou te-lo-à considerado demasiado indigesto?

Se o leitor pretender uma leitura mais técnica, queira prosseguir, lendo o balanço da ESI em 2013 corrigido pela KPMG.

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