Banco suspeita: os Herdeiros portugueses financiam terrorismo e justifica-se com o Banco de Portugal

BancoDePortugalLBancoDePortugalLogoRegula? Desregula?

Um banco comercial exige a um cabeça de casal documentos pessoais dos outros herdeiros e invoca um aviso do Banco de Portugal para combater o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo. No Iemen? Não, em Lisboa, Portugal.

O caso é simples. Um cidadão português faleceu. Era quadro superior de uma grande empresa. Deixou conta num banco comercial, com as suas poupanças, de montantes pouco elevados. Até à partilha da herança, a conta do falecido, para ser mobilizada, tem que ser transferida para o cabeça de casal, que será o titular da nova conta. O cabeça de casal, em geral o herdeiro mais velho, responde perante os outros herdeiros, os quais não dispõem do direito de movimentar a conta da herança. Só a este devem por isso ser exigidos os documentos de titular da conta. Mas o tal banco comercial não abre a nova conta (a conta da herança) ao cabeça de casal; para abrir a conta da herança exige a todos os herdeiros BI e cartão de contribuinte ou, em alternativa, cartão de cidadão, comprovativo de morada (documento das Finanças como nota liquidação IRS ou aviso pagamento IMI, por ex) e comprovativo de entidade profissional (recibo do vencimento, declaração da empresa, …). Na realidade o banco exige aos herdeiros, que não intervêm na conta, o mesmo que ao titular da conta (exceto talvez a assinatura) e assim vicia a lei que estabelece os poderes e os deveres do cabeça de casal; com a sua exigência ilegal, proibe o cabeça de casal de movimentar a conta, que o mesmo é dizer: proíbe os herdeiros de mexerem no que é deles. Para se justificar o dito banco, com licença bancária do BdP, invoca o aviso nº 5 do Banco de Portugal, que se dá por objetivo perseguir os branqueadores de dinheiro e os financiadores dos terroristas.

Este filme de terror podia acontecer ao leitor: o falecido não era político nem negociante internacional, era um pacato e inofensivo cidadão, tal como os seus herdeiros que têm um cadastro virginal e os seus piores crimes são comer jesuítas (na Versalhes).   Nem é uma brincadeira de mau gosto: O Economista Português viu os pertinentes documentos.

É o banco comercial que quer reter clientes e manipula os avisos do BdP ou é o BdP que nos suspeita a todos de financiarmos o terrorismo e/ou de branquearmos dinheiro?

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Para ler o aviso em causa, v+a a

 http://www.bportugal.pt/sibap/application/app1/docs1/avisos/textos/5-2013a-c.pdf

One response to “Banco suspeita: os Herdeiros portugueses financiam terrorismo e justifica-se com o Banco de Portugal

  1. Bom isto não tem qualificação. Estão-se a passar das marcas e alguém tem que por cobro a isto.