Bruxelas proibe-nos de Comerciar com Angola e não protestamos

AngolaDesqualificando sem razão o crédito de Angola, a UE pune-nos

A União Europeia (UE) resolveu degradar a dívida de Angola, em meados do mês passado. É uma medida discricionária contra Portugal, o Estado-membro da UE que mais comercia com Luanda. Na prática, significa que fica proibido o comércio com Angola. O mais extraordinário é que ninguém protestou. Será a Comissão Europeiia a apoiar sorrateiramente o banco espanhol que substituiu o BES em Angola?

Angola terá problemas de pagamentos externos devido à baixa do preço do petróleo. Mas o seu risco é muito menor do que o da Ucrânia – à qual a comissão de Bruxelas propõe emprestar 1,8 mil milhões de euros.

A medida atinge-nos de modo discriminatório. A banca portuguesa passará por sérias dificuldades devido à decisão da UE, que a obrigará a aumentar de novo os capitais próprios.

O governo, que contribuíu para a eleição do presidente da Comissão de Bruxelas, o Sr. Juncker, vendendo-o nas aldeias como «um amigo de Portugal», não protesta. O Dr. António Costa, que ontem meritoriamente disse na concertação social que são os portugueses quem manda na política económica de Portugal, também não considerou que valesse a pena criticar a Comissão de Bruxelas. Esperam ganhar o que com a omissão?  O  nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, estará em Luanda segunda feira. Para quê? Pedirá ao MPLA auxílio para nos libertar do colonialismo de Bruxelas?

Os comentários estão fechados.