O prémio dos seguros deixa de depender do risco, ou Bruxelas liberal e moscovitária

AcidentedeAutomóvelElaeEleQuem foi culpado? Ela ou ele?

Um diploma legal ontem publicado proibe as seguraras de cobrarem prémios que variem em função do sexo, mesmo que o cálculo das probabilidades (os estudos atuariais) mostre que um dos sexos causa mais riscos (e mais prejuízos ) do que o outro. É o que se passa nos acidentes de automóvel. Quem  causa mais riscos, numa economia de mercado, devia pagar maior prémio. A eurozona prefere neste particular seguir o caminho do comunismo brejneviano.

Os seguros portugueses combateram com alma até Almeida esta diretriz inspirada no comunismo brejneviano – mas tiveram que dobrar a cerviz. O diploma legal de ontem resulta da pressão da comissão de Bruxelas que, como diria Fernando Pessoa, é liberal para nos obrigar a pagar o que os nossos credores (e ela própria) nos impingiram mas moscovitária para obrigar à violação das regras de mercado em nome do politicamente correto da igualdade de género.

O Diktat de Bruxelas destina-se supostamente a proteger as mulheres de discriminação negativa mas terá efeitos contraproducentes: as mulheres passarão a ter que pagar prémios de seguro automóvel mais caros para os seus papás, namorados e filhos conduzirem com menos cuidado. E por certo tornará a condução mais perigosa. Não há limites para a demagogia.

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