Os 5 Erros lusos sobre a Alemanha, a Grécia e a UE QUE TRAMAM O NOSSO PAÍS num breve Burricário «ad usum delphini»

PonsAsinorumA seguir, para instrução da classe política portuguesa, que atravessa a ponte para a óropa cada dia mais progressiva, e divertimento do leitor, segue um «pons asinorum» sobre a Alemanha, a Grécia e a UE, pedindo O Economista Português escusa para num dia como o de hoje não entrar na enfadonha perseguição ao Dr. Ricardo Salgado

A renegociação imposta pelo Syriza à União europeia (UE) tem suscitado entre nós um certo número de erros de apreciação. Com a questão está para lavar e durar, pelo menos até junho,e esses erros talvez nos saiam caros, O Economista Português propõe-lhe um burricário greco-europeu, alimentado em larga medida pela nossa classe política e pelo seu apêndice, a comunicação social (a seguir à burricada, segue a linha justa, clarinho, clarinho para político J perceber):

> O Syriza é comunista e quer uma revolução violenta: o governo grego é de coligação nacional e o Syryza é um partido modernizador e quer o dinheiro dos credores;

>> Se a Alemanha disse que não dará mais dinheiro, não dará, é escusado insistir :   o velho Doutor Topsius, «sábío da Alemanha imperial», foi substituído no governo daquele país por especialistas em poker; hoje, «o português de aquém e de além mar» devia saber que Berlim abre todas as negociações dizendo que não dará nada e depois dá o que tem a dar para conseguir os seus objetivos;

>>> Os juros do mercado secundário da dívida pública mostram que o Grexit só faz bem à saúde europeia: para lá dos Pirinéus, todos sabem que, quando um Estado-membro sair da UE, o patchwork dito europeu  começa logo a desfazer-se (para lá dos Pirinéus não têm acesso ao E-TV e por isso coitados ignoram que a maneira de fortalecer a UE é expulsar 1º a Grécia, depois Portugal, depois a Itália e por aí adiante);

>>>>Se a UE deixar de financiar os gregos, estes ficam mais pobres: ficarem ficam, mas deixam de pagar aos credores alemães e estes ficam a arder para todo o sempre; os alemães emprestam aos gregos para os gregos pagarem aos alemães;  se a Alemanha deixasse emprestar aos gregos, mesmo os incolas do semiprotetorado perceberiam que pagar aos alemães é, como diria o Dr. Passos Coelho new look, opcional; o que, claro, desagrada aos alemães;

>>>>> Para obter as decisões do seu alter ego UE, a Alemanha telefona para os votantes como costuma intimar o governo do semiprotetorado: erro palmar dos dirigentes do semiprotetorado, na UE mantém-se em vigor  a regra do consenso (quem pede votações, perde), embora esta regra  sofra temporárias exceções para Estados-membros maníaco-depressivos.

 

 

 

 

 

Os comentários estão fechados.