«Os quatro Actos de Gestão ruinosa no BES»: Desmontagem de um Episódio de Farsa

ZéPovinhoBalançaVendam os olhos ao Zé para melhor o ludibriarem (no caso BES e não só)

Um artigo de jornal diário especializado em economia, resumindo a autiroria dita forense e realizada por uma empresa de contabilidade e consultadoria, a Deloitte, afirma que a gestão do Dr. Ricardo Salgado no BES incluiu “Potencial prática de actos dolosos de gestão ruinosa”; e exemplifica esses atos: 1) cartas de conforto passadas pelo BES à Venezuela; 2) financiamento a entidades do ramo financeiro do Grupo Espírito Santo; 3) financiamento a entidades do ramo não financeiro do GES; 4) operações de crédito concedidos a essas entidades, mas sobre as quais não há informações.
O Economista Poertuguês considera extrarodinária a qualificação dessas acusações, exceto da quarta, sobre a qual apenas é lícito sugerir que a Deloitte reúna mais documentação e concretize a acusação. Sobre as três primeiras, é evidente que elas se destinavam a impedir a falência do GES, a qual implicaria a falência do BES, ou do próprio BES (realidade óbvia, que o gerente do BdP, Dr. Carlos Costa, nunca comprendeu). Talvez esses atos tenham contrariado instruções do BdP, e nesse caso constituirão contravenções; mas «gestão danosa» (a gestão toscamente insinuada) ou gestão ruinosa é querer evitar a ruína da empresa gerida? Ou os atos «dolosos» e «ruinosos» ganharam essa qualificação por a empresa em causa ter falido? A ser assim entre nós, os empresários portugueses devem emigrar rapidamente. Se as acusações à gestão do Dr. Ricardo Salgado são essas, O Economista Poruguês vai ali e já volta. E com ele irão todos os que sabem um mínimo de economia e finança,

Só que, no clima de linchagem que ameaça instalar-se, se o Dr. Ricardo Salgado der um espirro quando está constipado, a nossa imprensa acusá-lo-á de ter praticado um crime contra a saúde pública. E o que fica para o leitor escrupuloso mas apressado são os supostos crimes, não as complicações da análise.
Talvez a gestão do Dr. Ricardo Salgado no BES tenha cometido ilegalidades; mas os acusadores terão que se dar ao incómodo de as provarem perante a opinião pública informada e perante tribunais independentes, depois de o acusado ter tido direito a defender-se de modo proporcional. Não basta que os acusadores, para mais juizes em causa própria, profiram repetidamente frases de propaganda ou intoxicações.  Ou que repitam os números de circo. Talvez sobre vontade autojustificativa e falte uma investigação criminal e financeiras séria e a sério, concretizada por uma entidade conhecedora do assunto e independente.
De passagem: quanto terão custado e virão a custar ao contribuinte aquelas fantasias difamatórias da Deloitte? (o «custado» refere-se ao lucro cessante e não à reparação de um dano emergente, esclareça-se para benefício dos peritos rápidos em custos de contabilidade nacional).

Para ler o original:
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/as_quatro_praticas_de_possiveis_actos_dolosos_de_gestao_ruinosa_no_bes.html

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