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CursoSuperiorRendeMilhãoO Diário de Notícias on line publicou ontem o título acima  do género «bacalhau a pataco» sobre as vantagens do ensino. A afirmação em que se baseia terá sido proferida num evento da Empresários para a Inclusão Social (EPIS),  uma associação cujo título promete uma ação benemérita. A declaração é atribuída a um antigo ministro da Educação, Doutor David Justino, pessoa da maior respeitabilidade, e ter-se-á apoiado num estudo produzido pelo Sr. Mário Centeno. Na mesa ou na assistência (a imprensa é pouco clara) estariam outras personalidades ilustres, como o engº Eduardo Marçal Grilo.

A avaliar pela imprensa, aquela afirmação encaixa na campanha em curso para acabar com exames e avaliações antes da Universidade. Só assim teremos um ensino exigente de qualidade. Seria mais uma originalidade portuguesa.O que aumenta o desconforto do leitor.

Para mais, a instrução formal universitária, a que parece referir-se tal afirmação, está muito dependente do Estado e das empresas produtoras de bens não transacionáveis, que são as grandes empregadoras de licenciados. Mas o Estado e aquelas empresas estão condenados a perderem peso na nossa economia. O Economista Portugês gostaria de examinar a demonstração de tal tese.

Porém um pequeno e lamentável pormenor impede essa análise: é que o referido estudo não se encontra disponível nem no site da referida associação nem é alcançável recorremndo aos métodos normais de pesquisa na Web. Ou seja: a afirmação é insuscetível de contraditório. O que é em absoluto contrário a todas as regras da netodologia científica.

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