Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

CarrisCombataaFraude

O diretor geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), um nome que deveria ficar anónimo pois os diretores gerais são politicamente irresponsáveis, demitiu-se ontem não por existir a Bolsa Vip mas por não existir.  Passamos da alta comédia para o jogo do gato e do rato e começamos a averbar as vítimas da lista que nunca existiu. Obrigado, Visão  (que disponibilizou as minutas da gravação provando a existência da lista que oficialmente inexiste). A imprensa escreve que o dityo dg disse: «foi decidido também em setembro, e ‘de acordo com procedimentos habituais’, abrir «um procedimento de auditoria na sequência de notícias que revelavam indícios de violação do direito do primeiro-ministro, Passos Coelho, ao sigilo fiscal». Que curioso! Deveremos deduzir que o Dr. Coelho mandou investigar o Dr. Coelho sem o saber? Depois disso, o Sr. Primeiro Ministro sugeriu-nos, a propósito da sua conta corrente com a Segurança Social, que ainda tinha mais uns pecadilhos avulsos, ou esquecimentos miúdos, para nos contar. A ser assim, Sr. Primeiro Ministro, conte o mais depressa possível: pagará menos juros de mora e ajudará a restabelecer a credibilidade do Ministério das Finanças. Embora com prejuízo do interesse dos telejornais. Não há bela sem senão, como se dizia antes do «é mais vida».

Para quê comentar a confissão implícita nas palavras governamentais de não conseguir fiscalizar a administração pública?

Para quê comentar o comportamento de um governo que se acoberta, do ponto de vista da responsabilidade política, atrás de um diretor geral?

É uma nova versão do «regular funcionamento das instituições » – no País das Maravilhas, como dizia há anos o Doutor Vasco Pulido Valente, falando de outro país.

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