Carlos Costa: Regulador em Desregulação

CarlosCostaBdPCarlos Costa: «Não sou gatuno»

O Dr. Carlos Costa foi ontem à Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BES. Das suas declarações resulta:

* Ignorava que aquela Comissão ouviu o Crédit Agricole, o segundo maior acionista do BES;

* Não tentou desmentir a defesa do Dr. Ricardo Salgado;

* Revelou ter enviado um ultimato a Angola, sobre as garantias prestadas ao BES, que é interpretável como querendo ofender aquele país para o obrigar a retirar toda a garantia;

* Defende soluções injustas ou inverosímeis para o caso do papel comercial; com afirmou o Dr. Carlos Tavares, presidente da CMVM, a comissão reguladora da bolsa de valores, o BES foi forçado a constituir provisões para pagar esse papel comercial e essa provisões foram um dos argumentos do BdP para o levar à falência/resolução – e hoje o BdP nega a existência dessas provisões, apesar de as ter confirmado por correio eletrónico  numerosos detentores de papel comercial.

O seu desempenho foi lamentável.

O Dr. Carlos Costa declarou àquela Comissão: «Não sou gatuno». Esta frase revela o buraco moral em que meteu o BdP e o governo que o nomeou e continua a apoiar. Para bem das nossas finanças, esperemos que o buraco jurídico seja menor.

 

 

2 responses to “Carlos Costa: Regulador em Desregulação

  1. Carta aberta ao Governador do Banco de Portugal!…
    Doutor Carlos Costa. Tenho 54 anos, estou desempregada com o marido muito doente. Durante 30 anos trabalhamos no duro para podermos dar uma vida digna aos meus filhos. Fui aos poucos amealhando o dinheiro das féria que não gozei Dos almoços e jantares em casa feitos sempre por mim, porque sempre me preocupei com o meu futuro e dos meus filhos, de grão a grão em certificados de aforro durante anos. Quando me vi desempregada e com o marido sem saúde, numa altura em que já precisava dos juros desse dinheiro para ajudar nas despesa. Tirei o dinheiro dos correios e fiz contas a prazo no banco.(A PRAZO) sempre. Ao fim de vários anos de confiança na instituição e no gestor que me tinha sido imposto, sou literalmente roubada numa instituição Portuguesa. Nunca entrei num casino, nunca comprei uma única ação, Nunca ninguém me deu nada, não herdei nada. Trabalhamos, poupamos e pagamos impostos. Formei três filhos nunca pedi nada ao Estado, paguei sempre tudo com suor e lágrimas. O meu é um dos muitos casos de papel comercial que se tornou um DRAMA.
    Maria Costa

  2. O Economista Português agradece o depoimento e informa os leitores que não tem meios autónomos de validar o respetivo conteúdo.