«Avó 3 e 12 quantos são?»

MatemáticaAulaUma criança de oito anos recebeu na escola um trabalho para casa a cumprir durante as férias da Páscoa: uma das perguntas era «3 e 17 quantos são?». Foi o desempenho do rebento face a esta pergunta que a familiar mais valorizou ao contar a história na festa pascal: «sabem o que ela fez? como é má em aritmética, telefomou para a avó, desejou-lhe boa Páscoa e perguntou-lhe: ‘Avó 3 e 12 quantos são?’». A avó respondeu: «Quinze». A menina preencheu o tpc.
A historieta é rasteirinha e por isso mesmo mais elucidativa. Será preciso dizer mais sobre o ensino da matemática no nosso país em 2015? O familiar rejubila com a ignorância em matemática e o desenrascanço do rebento. Docentes a corrigirem o exercício e verem se quem respondeu foi a aluna ou a avozinha? Não existem por certo. Salamização da tabuada, agora enviada para casa numa pergunta por festa pascal? Parece ser normal.  Agora, que tanto se fala em ensinar por assuntos, ninguém pensou num problema matemático em vez de uma pergunta dirigida à memória? Quem se preocupa com esses pormenores? Ou será o caso atípico?
Pensar O Economista Português que, ainda no século passado o Prof. Francisco Pereira de Moura afirmava que, quem não sabe matemática, é analfabeto. Que importância tem isso? Em breve nos dirão que teremos um crescimento económico muito elevado assente na mão de obra hiperqualificada.
Há contudo um pequeno ponto a favor da nossa aprendizagem e da pedagogia: a miúda telefonou à avó para saber a resposta em vez de responder à sorte. Talvez nem tudo esteja perdido.

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