FMI: A doce Eutanásia das Economias Desenvolvidas

FMIPerspetivasDeCrescimentoFonte: http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2015/01/index.htm

O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou ontem o seu World Economic Outlook, o boletim médico da economia mundial. Este número é um exercício econométrico sobre as atuais condições de crescimento. O gráfico acima sintetiza o essencial: as economias ricas não conseguem crescer. É a eutanásia dos países desenvolvidos. O Jornal de Negócios resume a coisa com um bom título: «FMI antecipa que qualidade de vida cresça mais devagar».

Se quiser acessar ao último World Economic Outlook, queira clicar o link da legenda.

4 responses to “FMI: A doce Eutanásia das Economias Desenvolvidas

  1. Manuel Silva

    Caro Economista, melhor, Caro Luís Salgado de Matos:
    Deixo-lhe uma observação irrelevante, dirá.
    Os seus posts tão interessantes substancialmente mas ao mesmo tempo são uma desgraça no português.
    Escreve maiúsculas a esmo em palavras comuns (o que é pouco económico, tem de carregar em duas teclas em vez de só numa), agora escreveu acessar em vez de aceder.
    Tanto brasileirismo, assim de repente, no nosso dia-a-dia, cansa.
    Porquê acessar em vez de aceder?
    Porquê recepcionar em vez de receber?
    Porquê colocar em vez de pôr?
    Etc., etc., etc.
    Para os reenviar aos meus amigos tenho de os corrigir de ponta a ponta.

  2. O Economista Português, também dizendo Luís Salgado de Matos, agradece a repreensão. Permite-se algumas explicações. Ensinaram-lhe que «quem põe são as galinhas» e por isso tem dificuldades freudianas com essa palavra – e mais graves ainda com o estúpido verbo «fazer». Usa uns brasileirismo para dar o seu modesto contributo à manutenção de um «mar português» (no retângulo europeu seremos menos de uns 5% do total dos lusofalantes e talvez não devamos condenar os restantes 95% ao seu triste isolamento). A multiplicação das «reformas ortográficas», sem consenso e com muito ruído, persuadiram-no, talvez erradamente, que cada português tem o direito de ir escrevendo de acordo com a sua própria reforma ortográfica. Estas desculpas são de mau pagador, como todas as desculpas. O Economista Português só tem uma defesa: louvar-se em Santo Agostinho e confessar que, em estilo idiomático e em ortografia, vê o bem e pratica o mal.

  3. Manuel Silva

    Caro Luís Salgado de Matos:
    Nunca tive a pretensão de repreender ninguém.
    Apenas lhe manifestei o desconforto perante certos modismos linguísticos, nada mais.
    O senhor fará como entender.
    Olhe que parece que já nem as galinhas põem ovos: há dias ouvi o impensável na RDP, que as galinhas colocavam ovos.
    Que eu saiba, ainda não têm acesso aos supermercados para colocar os ovos nas prateleiras.
    Ora, como deve saber, sendo os verbos pôr e colocar homónimos (o que não é caso único), um sempre foi mais usado numas construções gramaticais e o outro noutras, como acontece em todos os casos semelhantes.
    Colocar sempre se usou muito mais para significar um acto material, mecânico, colocar a garrafa na mesa, p. ex.
    Eu sei que será difícil pormo-nos de acordo, ou será antes colocarmo-nos de acordo?
    Isto sem contar com a economia da escrita, nada despiciente tratando-se de um ilustre economista.

  4. O Economista Português, aliás Luís Salgado de Matos, escolheu a palavra repreensão para reconhecer alguma fundamento aos simpáticos e elegantes comentários do leitor. Vamos a ver se o estilo tem emenda, emenda difícil num momento de mutação do português. De novo obrigado.