Abolição dos Exames: O Economista Português corrige um erro

ExamesVamosAcabarComElesO fim dos exames voltou à ordem do dia

A 18 de março passado, O Economista Português publicou um post intitulado «Em ano de caça ao gambuzino quem estuda enriquece automaticamente» >>>>>>». Esse post referia-se a uma conferência organizada pela associação Empresários para a Inclusão Social (EPIS) e focava uma afirmação que teria sido proferida por um antigo ministro da Educação: tirar um curso superior renderia automaticamente mais um elevado valor em euros. Essa afirmação basear-se-ia num estudo que não parecia disponível na Web pelos meios habituais. O Economista Português comentou: «A avaliar pela imprensa, aquela afirmação encaixa na campanha em curso para acabar com exames e avaliações antes da Universidade»; duvidou ainda da vantagem daquele ganho e lamentou a falta de disponibilidade do estudo não permitisse validar a afirmação proferida ao abrigo dele. A única fonte de informação do post era um texto do Diário de Notícias, referenciado no próprio post. O post estava escrito no condicional, pois a fonte não parecia completamente segura, apesar da credibilidade do DN. Por isso, o post escrevia: «Na mesa ou na assistência (a imprensa é pouco clara) estariam outras personalidades ilustres, como o engº Eduardo Marçal Grilo.»
A 24 de março, o Engº Eduardo Marçal Grilo escreveu ao responsável d’ O Economista Português uma amável carta eletrónica na qual afirmava que aquele post prestara «um mau serviço»; criticava também a ausência de confirmação da notícia do DN; quanto à substância, afirmava: na referida conferência, «ninguém falou em acabar com exames ou em qualquer outras formas de passagens administrativas». Numa posterior carta eletrónica, o Engº Marçal Grilo acentuava a problemática do abandono escolar, referia que o efeito dos exames finais nesse abandono era «marginalíssimo» ao contrário do que julga a opinião pública, criticava «a decisão de muitas escolas e professores que avançam precocemente para a decisão de chumbar os alunos» e comunicava elementos de uma conferência do Prof. Doutor David Justino, que foram aproveitados para o post acima)..
A notícia não fora desmentida quando O Economista Português a usou como fonte; mas a crítica interna dela sugeria cautela; por isso o post, quando se lhe referia, foi sempre escrito no condicional. Nestas condições, e por razões práticas de produção (os posts d’ O Economista Português entram em linha depois da meia noite e em regra são de atualidade), foi considerado desnecessário confirmar a notícia na qual assentava o comentário contestado.
O Economista Português tem pelo Engº Eduardo Marçal Grilo a mais elevada consideração; no campo do ensino, o país deve-lhe por exemplo ter procurado que fosse significativa a participação dos pais e encarregados de educação nas escolas. E por isso, regista com agrado a crítica, embora esclareça que não atribuiu a nenhum dos citados a tese da abolição dos exames. Referiu essa abolição em comentário editorial como exemplo de facilitismo, recentemente manifestado noutros fora, facilitismo que seria congruente com os reclamos produzidos naquela conferência de benefícios excessivos e não provados do sistema escolar. Ainda bem que ninguém defendeu tal tese. Nesse sentido, O Economista Português felicita-se pela presente correção.

O Economista Português reconhece porém que errou por não se ter precavido para o risco de, por contaminação textual, lançar a ideia que os nomeados no post se integravam nessa lógica de facilitismo. Não foi esta a intenção do post que aliás não atribuiu a frase contestada a nenhum dos citados participantes na conferência, participantes pelos quais tem consideração inteletual e, no caso dos que conhece pessoalmente, também humana.

O link para o post é

https://oeconomistaport.wordpress.com/2015/03/18/em-ano-de-caca-ao-gambuzino-quem-estuda-enriquece-automaticamente/

O link para o artigo do DN é

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4459509

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