UE, FMI, Grécia e nós: Três Batoteiros

CasablancaOsSuspeitosDocostume«Prendam os suspeitos dos costume» (do Casablanca, claro). A senhora de fato saia casaco à direita é a quarta jogadora.

No meio de ataques racistas na Alemanha e do começo do processo penal francês por tráfego de influências ao Sr. Nicolas Sarkozy, ex-Presidente da República e atual chefe da oposição, prossegue o folhetim venezuelano da dívida grega. O Economista Português tem o tema por enjoativo (como entretenimento prefere os filmes de J.-M. Straub/D. Huillet e na atualidade os de Pedro Costa) mas não deixa de considerar interessante que haja uma mesa de jogo internacional com três batoteiros: o Fundo Monetário Internacional (FMI) quer que a Grécia proceda às reformas estruturais e fecha os olhos se ela esquecer o equilíbrio orçamental, a União Europeia (UE) quer o equilíbrio orçamental e fecha os olhos às reformas estruturais, os Gregos denunciam a maldade dos dois batoteiros anteriores e fecham os olhos à redução do défice orçamental e à concretização das reformas estruturais.

Gr´ciaFT2015mai8AnedotaFinanceiraA Grécia leva o Financial Times a transformar-se num diário de anedotas financeiros: hoje anuncia que a Grécia não entrará em bancarrota se os seus credores lhe emprestarem mais dinheiro (ou o mesmo dinheiro por mais tempo, não esclarece)

 Neste caso grego, a probabilidade de erro é cada dia mais elevada e lembra a anedota do tempo da Proibição (do álcool) nos Estados Unidos: a polícia entra numa sala esconsa onde, à volta de uma mesa de pano verde, estão sentados quatro homens de carta de jogar na mão.  Os agentes, de arma na mão, dão-lhes voz de prisão. O primeiro interpelado: «Entrei agora, puseram-me estas cartas na mão, estou aqui para consolar o meu amigo Khaleb, cuja mãe morreu há horas». O agente passa ao seguinte: «O senhor entregue-se». O visado responde: «Sou o Khaleb, sou órfão de mãe». Sem desanimar, a autoridade passa ao terceiro: «O senhor renda-se imediatamente». O intimado retorque: «Sou o médico legista, assinei a certidão de óbito da mãe do Sr. Khaleb e trouxe-o aqui para evitar um suicídio». O polícia já nervoso volta-se para o quarto homem e atira-lhe: «Levante os braços. O Sr. ao menos não me diga que não estava a jogar!». O visado responde: «Com quem?» Perante um caso tão desesperado O Economista Português aposta que tudo acabará em bem.

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