As Duas Explicações para o Recobro Austeritário do Dr. Passos Coelho

MerkelPassosCoelhoQuerido, não deixes os gregos porem-te grego!

Depois de ter cantado vitória sobre o crescimento económico que conseguiu para o nosso país (algo entre 0,936729% e 0,941364% de aumento do PIB, O Economista Português cita de memória), o Sr. Primeiro Ministro voltou a ser acometido pela flatulência da austeridade indispensável  (indispensável por ter sido tão completo o seu triunfo?)  No debate parlamentar da semana passada, o Dr. Passos Coelho escolheu o tema da austeridade para atacar o programa do Dr António Costa e disse algo do género: o PSD é a formiga e o PS a cigarra, quem a ouvir voltará às desgraças do Licenciado em Engenharia Sócrates. Horas depois, numa sessão de propaganda no Portugal profundo, a Dr.ª Maria Luís Albuquerque, militante do PSD e também conhecida como ministra das Finanças, afirmou que para o completo triunfo da obra do Governo seria necessário … diminuir mais as pensões de reforma. E vassourou a cigarra Costa. Não passa pela cabeça de ninguém sãozinho de espírito que a galopim Albuquerque tenha dado o mote comicieiro sem o incentivo do caudilho Coelho. Considerando os cargos governmentais de ambos, o assunto merece pois um pensamento. Que explica o absurdo de um Primeiro Ministro, do mesmo passo que se gaba do crescimento económico, querer diminuir a ração económica que deixa aos eleitores?

O ataque aos nosss pobres pensionistas em nome da defunta vitória da política financeira do governo só padece de duas explicações, dado não ser de presumir que o Dr. Coelho queira provocar uma crise com o partido dos velhinhos, o PP, derrota que seria a única garantia séria de uma derrota eleitoral do governo:

  • A Chancelarina Merkel convenceu o Dr. Coelho que a Grécia ia sair do Euro e ele antecipa o fim do Euro, preparando-se para as procelas que se seguirão (a ser assim, deveria ser louvado por puro patriotismo mas alguém devia sugerir-lhe que mudasse de conselheiros, até que algum lhe propusesse uma solução igualmente patriótica e menos dolorosa para as pessoas de idade)
  • O Dr. Coelho persuadiu-se que os portugueses, sobre serem hipocondríacos, são masoquistas e gostam dele porque os fez sofrer – e usa essa receita para ganhar mais apoio popular, ainda que a Srª Merkel  lhe tenha dito que os gregos estavam na maior, ia perdoar-lhes muito, pouco ou nada e a União Europeia tinha um futuro ainda mais brilhante do que o esperado antes da precipitada  incorporação da Ucrânia.

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