Portugal em 2061: Extrapolações

PopulaçãoPibExtrapolaçõesO gráfico acima apresenta duas linhas: a da população, que é a projeção linear da quebra da população de 2010-2014, há dias anunciada pelo INE. E a da queda do PIB, projetando a quebra segundo a média dos valores anuais para 2011-2014. Estas extrapolações são desprovidas de valor  previsional. Só se concretizarão se nada de essencial mudar. Se se concretizarem, mostram-nos que em 1961 seremos quatro quintos dos que somos hoje e seremos 30% mais pobres. Encolheremos e empobreceremos. Em 2061, ano terminal da extrapolação, o Dr. Passos Coelho e o Dr. António Costa andarão pelos 90 e tantos aninhos e os nossos compatriotas que começam hoje a trabalhar já estarão na reforma. Reside aqui a verdadeira ameaça à «sustentabilidade da segurança social»: é a sustentatibilidade de Portugal que está em causa.

O leitor dirá: a extrapolação é pessimista pois é produzida a partir de três anos maus e dois anos bons . Pois bem: calculemo-la a partir d0s três anos maus mais os dois anos bons acrescidos de um terceiro ano bom, 2015, em que o PIB cresce à vertiginosa taxa anual de 1,5%. Parece ser este aliás o contexto da próxima campanha eleitoral. Que sucede em 2061? O PIB e a população decresceram ambos um quinto em relação aos nossos dias. Há alguma diferença. Mas o leitor sentir-se-á bem neste cenário de 2061?

 

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