A UE ficou isolada no Mundo

EuropaCercadaComo seria de esperar, o referendo grego provocou a queda das bolsas de valores europeias e dos Estados Unidos. Xangai também desceu mas há quem atribua a baixa a causas internas. Os mercados votaram contra a política da Srª Merkel. Quem viu ontem a CNN percebeu que a chancelarina Merkel tinha desencadeado uma crise bolsista mundial. O yield da dívida dos países periféricos da UE, entre os quais Portugal, subiu logo, o que revela continuar bota a arquitetura financeira do Euro. Os mercados querem paz e sossego e se os gregos se inclinarem para o não, a crise agravar-se-á. Prepara-se para a trapalhada que em linguagem bolsista se chama volatilidade.

Se a Grécia entrar em bancarrota hoje às 24h00 na sede do FMI, em Nova Iorque (20h00 de Lisboa),  – o que só é evitável se a Srª Merkel aceitar perder a face e desbloquear uma imediata ajuda de emergência – , o Fundo Monetário Internacional ficará a arder com os empréstimos que concedeu a Atenas – e será claro para sul-americanos e asiáticos que os seus recursos foram desviados para a Alemanha pelos Estados Unidos que consentiram na manobra financeira da troika e agora lhes apresentam a nota. É que a Alemanha, como maior país credor da zona euro, devia pagar as contas dos devedores. O que o FMI pagou, poupou-o a Alemanha. Poupou-o à custa do Brasil, da Argentina, do México, da Coreia, de Angola, etc.

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