Pulverizações de Árvores, Serviço de Táxis: a Liberalização é proibida em Portugal

Pulverizar
Pulverizar uma árvore só é autorizado em Portugal se o pulverizador tiver frequentado um curso que custa 150 euros, determina o Estado português. A correspondente agrícola d’ O Economista Português comenta assim o caso: «Só espero que ninguém me denuncie por andar de pulverizador em punho a matar o piolho, a cochumilha etc. Se calhar é melhor fazer isso de noite e posso dizer que ando a fazer uma sessão espírita». Parece que o governo quis impor a venda deste curso recorrendo à medida medieval de só autorizar a venda de produtos químicos agrícolas a quem mostrasse o respetivo certificado – mas não o conseguiu, pelo menos até ao presente.
Isto é: o Estado português só liberta a atividade económica quando a troika a isso o obriga. Quando não é obrigado, o Estado da Inquisição e do Condicionamento Industrial continua a meter os agentes económicos no colete de forças. O leitor tem presente a extraordinária regulamentação das amas, recentemente tratadas como uma empresa privada de guerra, dotada de armas poderosíssimas, a exigir estreita fiscalização do Estado e o pagamento de muitas taxas.
Este espírito de condicionamento industrial é canceroso: ainda ontem, o Dr. Pires de Lima, ministro da Economia, liberal professo e confesso, declarou compreender os taxistas corporativos que tentavam impedir a Uber de trabalhar. Compreende ele, compreende o PS, compreende o PCP e por certo compreendem todos os candidatos às eleições parlamentares. Será que nunca pagam o táxi? As tarifas das corridas curtas de táxi em Lisboa são bastante mais caras do que em Paris, cidade cujo poder de compra é bem superior ao lisboeta. O Economista Português compreende os taxistas, que defendem o seu chorudo oligopólio, mas tem mais dificuldade em compreender os políticos. Pelo menos em termos de lógica económica.

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