Imigração: Portugal deve enviar hoje o Dr. Rui Machete a Berlim em Missão de Salvação europeia

RuiMacheteParlamentoRui Machete (à esquerda)

Ontem ao serão, O Economista Português ouviu o ministro do Interior alemão, o Sr. de Maizieres, ameaçar com o corte de fundos da União Europeia (UE) os Estados-membros que recusassem votar a proposta alemã sobre refugiados. Horas depois, ouviu a chancelarina Merkel condenar com veemência os europeus que impunham Diktate. Como se a Dona Merkel já não dirigisse o seu governo ou como se aplicasse um golpe de propaganda tipo RDA para se tornar popular. Será assim que ela resolverá o problema na substância (evitar a imigração descontrolada) e no processo (conseguir uma maioria qualificada)? Depois, atacada pela democracia cristã bávara, a CSU, a Srª Merkel reagiu como todos os burocratas (comunistas?): convocou uma reunião, a saber, uma cimeira extraordinária dos chefes de governo da UE, sem ter a menor proposta para tal encontro, sem procedido ao menos trabalho político para alcançar um consenso europeu.

Dito por outras palavras. Berlim está de cabeça perdida. Aliás, a proposta dos campos de concentração, chamados quotas obrigatórias de refugiados, é a insistência no modelo de política migratória que acabou de falhar. Com efeito, quando as quotas estiverem esgotadas, que medida tomaremos? Ora há uns 14 milhões de refugiados e a omnisciente Comissão de Bruxelas promete-nos resolver o problema com quotas de menos 200 mil imigrantes, isto é, quer quotas 70 vezes menores do que as necessidades potenciais. Isto não é sério.

Berlim age por uma mistura de demagogia, desespero e imprevidência. O governo português, sob um qualquer pretexto bem educado, devia enviar à Alemanha em missão de salvação europeia, o Dr. Rui Machete, bom conhecedor da alma e da carteira teutónica e nosso ministro dos Negócios Estrangeiros; é uma pessoa inteligente, sensata, conhecedora da realidade internacional; ele tem condições para explicar em Berlim que a questão migratória não se resolve enquanto não reconstruirmos os Estados do sul do Mediterrâneo e não os ajudarmos no caminho do desenvolvimento económico – em concatenação com a imigração organizada de que a velha Europa precisa para ultrapassar o Cabo das Tormentas de 2050. Chantagens, ameaças, campos de concentração mal amanhadossó agravarão os  problemas de Portugal e do resto da Europa.

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