Governo para Inglês ver: Castigar as empresas Exportadoras

ParaInglêsVerO nosso governo para inglês ver é treinado para entrar com o pé direito

Ontem, num dois telejornais da hora de jantar, apareceu um jornalista sugerindo um fétiche para permitir que o PS aprove um governo PSD: o programa eleitoral socialista sugeria a penalização dos empresários que despeçam demasiados trabalhadores. O jornalista considerava que os empresários ou a direita, ou ambos, não se sentiriam atingidos por essa medida e , se o Dr. Coelho desse esse osso ao PS, teríamos governo para inglês ver.
O Economista Português suspeita que a sugestão em causa seja a seguinte:

RotatividadeDosQuadros
Tanto quanto o palavreado se deixa compreender, a ideia parece boa: o leitor recorda-se, no começo da atual vaga de globalização, quando a CGTP promovia manifestações contra o patronato sabotador que levava as empresas à falência para ganhar mais? É a atualização desta tática. O agravamento puniria os maus patrões e defenderia os assalariados. A realidade será o oposto. As empresas despedem se têm que enfrentar concorrência; as empresas que não despedem são as felizes participantes do setor «non tradeable», isto é, as empresas não concorrenciais, de que o exemplo mais citado é a querida EDP. O PS propunha-se dar um bónus suplementar a estas empresas e castigar as que agem nos setores competitivos, como os restaurantes ou as exportadoras, que têm que despedir mais para enfrentarem a concorrência. O bendito «agravamento» afinal aumentar-lhes-ia os custos salariais e portanto empurrá-las-ia para a falência, aumentando o desemprego. Pelos vistos, o governo para inglês ver começará por perseguir as empresas competitivas – e aumentará o desemprego a curto prazo.

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O programa eleitoral do PS está disponível em
http://www.ps.pt/images/imprensa/convencao_nacional/programaeleitoral-PS-legislativas2015.pdf

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