Imigrantes: A União Europeia trata os Efeitos e agrava as Causas

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Banalizando os campos de refugiados, a União Europeia instala-se na crise e prepara-se para ser uma grande Jordânia

A União Europeia (UE) decidiu anteontem construir mais cem mil lugares em campos de refugiados, dos quais metade ficarão na Grécia, que para isso será subsidiada. Ou seja: a Alemanha abriu os cordões à bolsa, o que mostra a sua atrapalhação. Esta medida O aumento da oferta destes alojamentos de crise deriva da revolta generalizada que a política da Chancelarina Merkel provoca na Europa de Leste, entre os eslavos do ocidente – polacos, checos, eslovenos, eslovacos. Aqueles alojamentos são indispensáveis para os sossegar, parqueando uma parte da mole de refugiados que neste momento passeia pela Europa central e de leste.  Este «passeia» é graça aos alemães que designam as boas, velhas «invasões germânicas» por «passeios dos povos» (Voelkerwandlungen) e começam agora a ver os seus efeitos, consequência de demagogicamente terem prometido entrada livre a quem quisesse vir. A UE trata assim dos efeitos da sua política errada: um erro atrai outro. Este tratamento, fingindo-se humanitário para mascarar falhas graves, agrava as causas: o aumento da oferta de lugares será imediatamente conhecido nas regiões  em crise nas margens do Mediterrâneo e atrairá novos imigrantes; a situação piorará.

O drogado tem sempre uma cura para a ressaca: mais droga. A UE está como o drogado: o problema é o excesso de imigrantes e propõe-se resolvê-lo aumentando o número de imigrantes. A culpa não pode ser só do Sr. Juncker.

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