Desemprego: o Natal de 2025 será negro > Veja a nossa Posição no novo índice de emprego criativo

UEEmpregoCriativoFonte: Relatório Nesta (ver endereço no final)

Um novo índice, o do emprego criativo, coloca-nos como o sétimo pior caso da União Europeia, ex aequo com a Irlanda; piores do que nós: Chipre, Bulgária, Roménia, Bélgica, Eslovénia e Letónia. No topo, estão os países avançados. A Suécia tem em proporção quase três vezes mais emprego criativo do que nós. A correlação PIB por habitante/alto emprego criativo é forte (0,6 para o máximo de 1) e vale a pena levá-la a sério mas não é a 100%: a Estónia enfileira com os ricos; e a Bélgica é o único país desenvolvido que alinha com os pobres; no meio, alguns gatos criativos são pardos.

O emprego criativo é mais bem pago do que a média e é o único protegido do desemprego provocado pela robótica (uma ameaça desconhecida entre nós, pois ainda estamos a sair da era do motor diesel e por isso recusamos entrar na robótica).

Apesar das lérias dos programas de governo do PS e do PSD, que todos prometem sempre, há muitos anos, crescimento económico com emprego de qualidade, o nosso emprego criativo mostra que estamos em perigo para 2025, a data mais próxima em que nos prometem que o nosso país será a terra da abundância.

Para os interessados, elencamos de seguida os empregos contabilizados como criativos: fabrico de jóias, publicação de livros, jornais, periódicos, diretórios, jogos de computador, produção de filmes, videos, televisão, gravações de som e publicações de música gravada, emissões de rádio e de televisão, programação e consultadoria de computadores, relações públicas, atividades de arquitetura, publicidade e representação de media, design, fotografia, tradução, educação cultural, artes do espetáculo e seus apoios, criação e produção artística, bibliotecas, arquivos, museus (Appendix 3 / Parsing SIC/NACE industry codes); marketing, fabricantes de vidro, malha, móveis e outros artesãos de madeira, urbanismo (noutro apêndice).  O Economista Português não viu que o relatório contabilizasse empregos em ID (investigação e desenvolvimento) e pareceu-lhe que ele não distingue empregos mercantis (privado) e não mercantis (Estado).

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O fascinante relatório de uma jovem fundação britânica  passou desapercebido entre nós e está disponível em

http://www.nesta.org.uk/publications/creative-economy-employment-eu-and-uk-comparative-analysis

 

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