Davos: até 2020 serão destruídos 7 milhões de empregos e criado um milhão e meio

Destruição e Criação de emprego por Ramos de Atividade, em milhares 2015-2020
(as legendas das circunferências à direita são difíceis de ler pois saem do seu espaço e invade a extrema direita, mas vem explicitadas abaixo no post )

Daqui até ao ano 2020 serão destruídos cerca de sete milhões de empregos, dois terços dos quais em tarefas administrativas burocráticas, devido à «4ª revolução industrial» que provocará roturas no modelo empresarial e no mercado de trabalho, afirma um relatório sobre «o futuro dos postos de trabalho», distribuído em Davos.

Como o gráfico acima mostra, os empregos aumentam nas atividades registadas na coluna da direita (cerca de 1,5 milhão de novos postos de trabalho). Os empregos serão criados, por ordem quantitativa decrescente, nas operações comerciais e financeiras; gestão; computadores e matemática; arquitetura e engenharia; vendas; educação. Na coluna da esquerda diminuem. A criação de empregos é muito inferior à sua destruição e por isso o saldo líquido global é negativo. O relatório não indica quais os países considerados.

O relatório é da responsabilidade do Forum Económico Mundial, que organiza o encontro de Davos. O Forum pediu aos responsáveis pelo pessoal de algumas das maiores empresas mundiais para imaginarem como mudarão os postos de trabalhos no seu ramo de atividade até ao ano 2020. As estatísticas acima são o resultado da opinião daqueles responsáveis. Um resumo dos resultados foi ontem publicado.

O Forum lança a ideia de «4ª revolução industrial»: ela resulta da articulação de campos até hoje separados como a inteligência artificlal, as máquinas que aprendem, os robots, nanotecnologia, impressão a três dimensões, genética, que se reforçam mutuamente. A 3ª revolução industrial centrava-se nos computadores.

O relatório prevê também o aumento da instabilidade política à escala mundial.

No emprego avultam dois novos tipos de especialidades: analistas de dados, necessários para as empresas sobrenadarem uma informação demasiado abundante, e vendedores especializados, tecnomercadeiros.

As competências mudarão em mais de 60% do total nos media, entretenimento e informação; consumo; saúde; energia; serviços profissionais;tecnologia da informação e da comunicação e mobilidade.

O relatório afirma que os responsáveis pelas empresas estão conscientes da rotura futura mas não atuam; os responsáveis pelo pessoal manifestam um confiança limitada na sua capacidade previsional. Os governos deverão também modificar as suas atitudes em relação ao ensino e formação.

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Um sumário executivo do relatório está em

http://www3.weforum.org/docs/WEF_FOJ_Executive_Summary_Jobs.pdf

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