Exportações de Bens: o Seguro de Crédito cobre 1,5%

Atenção, a coluna começa em vinte mil milhões. Se começasse no zero, nem se via o seguro de crédito à exportação (exportações em 2014, segundo dados do AICEP e seguro de crédito às exportações, segundo dados da Cosec)

A linha de seguro de crédito às exportações, iniciada em 2009, foi há dias renovada e consolidada. Este instrumento é aplicado em ezclusivo pela COSEC, a Companhia de Seguro de Crédito.  O ano passado, o seguro de crédito à exportação atingiu o valor de 1,5% do total das exportações de bens. É um valor irrisório. O governo tomou a boa decisão, embora em escala hipermodesta – mas, contado a partir das eleições,  demorou quase quatro meses a tomar uma decisão que pouco mais é do que a renovação na continuidade.

O exportador corre riscos tremendos: a empresa estrangeira sua cliente talvez vá à falência; o câmbio do país importador talvez se deteriore; o país importador terá um problemas de pagamentos  e ele talvez não receba a tempo, com os correspondentes défices e juros adicionais; se não vender em euros, a baixa do dólar prejudicará as suas receitas. Estes riscos crescem quando a empresa portuguesa procura aumentar as exportações, contratando com clientes novos e com mercados novos, em países longínquos e,em geral instáveis.

O seguro de crédito é o instrumento privilegiado para auxiliar o exportador, socializando estes riscos. É o instrumento mais comum na Europa ocidental. Nós dizemos que queremos auxiliar as empresas exportadoras, não recorremos a ele, exceto em escala microscópica.

 

 

 

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