A notícia acima, extraída do Diário de Notícias de hoje, integra por certo a campanha de imprensa do governo contra o nosso governo pelos nossos credores. O leitor vê o rosto inquieto do Sr. Primeiro Ministro que o leva a estender a mão esquerda  a significar «Vade retro Satan» e por isso a negar o título? Logo à tarde ou amanhã o leitor lerá a resposta assinada por ele, desafiando com a habitual galhardia a União Europeia: será uma nova e monumental sova  imaginária em Bruxelas (e quem sabe se ainda no Dr. Coelho), antes da cedência prevista para depois de amanhã o mais tardar. Então verá quem paga o aumento de impostos por ele articulado com Bruxelas, o Bloco de Esquerda e o PCP. O leitor viu o ar sofredor do Sr. Primeiro Ministro e suspeita (esperemos que sem razão) que ele sofre por ter que violar as suas promessas eleitorais, aumentando-nos os impostos. Para já, os aumentos prometidos não recaem sobre nós: são sobre a banca (quase toda já espanhola), os combustíveis (da Arábia Saudita) e os automóveis (em geral alemães ou franceses).  Seja como for, são impostos autorizados pelo PCP e o Bloco de Esquerda, que não gostam, da banca monopolista, nem dos automóveis nem dos combustíveis.  O Dr. Costa evitará violar duradouramente as suas promessas se o seu mago financeiro, o Doutor Centeno, mandar a sua mágica folha de Excel elaborar novo «esboço orçamental» e desconstruir os cálculos do nosso PIB estrutural, um dos instrumentos a que Comissão de Bruxelas recorre para crucificar a nossa economia

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