João Salgueiro ontem no CNC: Vivemos um virar de Página sócio-económico

João Salgueiro num outro virar de página

Quando nos anos 1960 participou na fundação da comissão portuguesa do Congresso para a Liberdade da Cultura, e mais tarde da Sedes, teve a noção que estava num virar de página e hoje volta a ter essa sensação, disse João Salgueiro, ontem no Centro Nacional de Cultura (CNC), ao Chiado, por ocasião lançamento do livro Liberdade da Cultura, sobre aquele Congresso e o seu duradouro presidente, o poeta e matemático Pierre Emmanuel. O livro foi editado pela Gradiva. A sessão foi presidida por Guilherme Oliveira Martins e dinamizada pela Drª Teresa Tamen.
Salgueiro apresentou o Congresso para a Liberdade da Cultura como um antecedente da Sedes e ambos como exemplos de uma metodologia de análise e de intervenção social, nova e atual: em vez de irem ao passado procurar soluções para os problemas do presente e do futuro, olhavam para o futuro. Era mais fácil assim encontrar soluções, disse.
Hoje todos somos a favor de mais emprego qualificado, menos precariedade, crescimento económico, exemplificou Salgueiro – para extrair a conclusão: como olhamos para o passado, desprezamos este largo consenso e desentendemo-nos sobre o modo de alcançar estes objetivos consensuais; seria mais fácil entendermo-nos se olhássemos para o futuro. Pareceu a alguns ouvintes que Salgueiro, entre as ilusões passadistas, classificava um excessivo fideísmo no federalismo europeu.

O Economista Português, que estava na sessão por dever de estado e foi aliás surpreendido pela intervenção do Dr. João Salgueiro, espera que ele a publique numa versão menos incompleta do que o presente relato.

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