Orçamento 2016/Bis: Centeno promete medidas austeritárias adicionais, se necessárias

«Dr Dijsselbloem, estou tão contente por ser ministro das Finanças que aprovo tudo o que me disser, desde que seja restrição e não austeridade»

O Eurogrupo de ontem aprovou o nosso  Orçamento 2016 mas a aprovação foi        submetida à condição de o governo português e a Assembleia da República aprovarem medidas de austeridade adicionais. O Doutor Mário Centeno aprovou logo. O Sr. Ministro das Finanças, que assim aceitou ser desautorizado, por confessar que o seu orçamento era de credibilidade limitada, declarou  suspeitar que as medidas austeritárias  adicionais  serão desnecessárias – mas desincumbiu-se sem um ai nem um ui. Para um governo que prometeu negociar duramente com Bruxelas-Berlim, parece ser o dado.

Teremos um orçamento que é um orçamento que não é um orçamento. Um partidário da reflação retorquirá: «o que o governo conseguiu da União europeia é melhor do que nada». Talvez seja. Mas falta provar que seria impossível obter melhor: se, por exemplo, o governo tivesse entrado a tempo no caso BANIF não teria poupado verbas orçamentais que poderia redistribuir?

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