Qual a Lição portuguesa do Brexit? Defendermos os nossos Interesses nacionais

Matt, o genial desenhador do Telegraph, é um economista fraco e eurocéico

O Reino Unido ameaçou sair da União Europeia (UE) conseguiu uma vitória quase total nas suas exigências. Defendeu os seus interesses e ganhou. Os eurocéticos duvidam, consideram o ganho mais aparente do que real. Mas o Reino Unido conseguiu que fosse reconhecido que não se lhe aplica o princípio federal da «ever closer union», um slogan copiado da Constituição federal dos Estados Unidos, ganhou direito de intervir na Eurozona, ganhou o direito de nunca ter que entrar no Euro,  de nunca ter que participar em nenhum resgate, e bem assim de discriminar as prestações sociais aos novos imigrantes dos outros países da UE ou de sozinho invocar o mecanismo de salvaguarda contra uma decisão do conselho europeu.

Marques Mendes teve uma ideia original: defender os nossos interesses em Bruxelas

Esta vitória britânica contém uma lição para nós portugueses: se conseguirmos defender os nossos interesses, ganharemos (qualquer coisa, pelo menos). Dá vontade de citar a máxima do leitão: «quem não guincha, não mama». Não nos faltam temas. Ainda ontem, o Dr. Marques Mendes afirmou: «está em curso uma orientação do BCE no sentido dos bancos portugueses, com exceção da Caixa Geral de Depósitos, ficarem nas mãos dos espanhóis». O Economista Português considera otimista a tese sobre a CGD: com o Estado em défice, donde lhe surgirão fundos para a capitalizar? Terá que a privatizar. A quem? A espanhóis. Passaremos de viceprotetorado a colónia . Nem neste ponto somos capazes de defender os nossos interesses?

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